Arcádia. Os melhores bombons do mundo já conquistaram Lisboa

João pegou nas rédeas do negócio em 2000
João pegou nas rédeas do negócio em 2000

“Garanto que os nossos bombons são os melhores do mundo.”
Assim reza um pequeno anúncio de parede na velha fábrica de
chocolates Arcádia, na Rua do Almada, 63. Desde os anos 30 do século
xx, o mundo dos aficionados de chocolate transformou-se e a marca
soube adaptar-se. A venda online ocorrerá até ao final do ano.
Depois da loja inaugurada em Dezembro na Av. de Roma, Lisboa, a
Arcádia abriu, na quinta-feira, uma nova em Campo de Ourique. Braga
e Guimarães também terão, em breve, estes chocolates por perto,
fruto de uma parceria com dois investidores.

A primeira loja (1933) surgiu na Praça da Liberdade, no Porto.
Mas fechou em 2000, restando agora a fábrica na Rua do Almada, hoje
também ponto de venda.

Ao transpor a arcada com a inscrição Arca Doce, tributo a uma
antiga pastelaria de família que funcionava paredes meias com a
fábrica, o cheiro é intenso e as formas bomboneiras atraem o olhar
dos apreciadores. Entre os redondos macarons de seis sabores,
lançados em Julho, e as tradicionais línguas-de-gato, surgem os
bombons Whisky Balvenie, apresentados ao público há duas semanas,
mas que já se adivinham um sucesso – os bombons Vinho do Porto já
representam 20% das vendas e têm grande procura em Lisboa. As
receitas estão no segredo dos deuses, mas sabe-se que a maioria das
amêndoas usadas vêm da Califórnia e são trabalhadas à moda
francesa, enquanto os bombons são feitos do mais fino chocolate
belga.

Na Rua do Almada, os móveis de madeira e os azulejos são
originais, criando um ambiente que nos transporta às memórias da
antiga loja da Praça da Liberdade, ponto de paragem dos portuenses e
de visita frequente de lisboetas de passagem. “Ainda hoje me
espanta que a Arcádia seja tão conhecida em Lisboa. A loja da Av.
Roma já se pagou e nem um ano tem. Na capital, optámos por unidades
de dimensões reduzidas, sem pastelaria. Os custos são muito menores
e o sucesso parece garantido”, explica João Bastos, neto do
fundador, Manuel Pereira Bastos, que partilha a herança com a irmã.

Trabalhou 25 anos no universo Sonae, mas o apelo da Arcádia soou
mais forte em 2000, ano da morte do pai. O ponto de viragem ocorreu
em 2003. A Arcádia pôs um ponto de venda no Norte Shopping pelo
Natal e pela Páscoa. O sucesso excedeu as expectativas e dois anos
depois abriu mesmo uma loja. Hoje, tem sete no Grande Porto e três
em Lisboa (Av. Roma, Campo de Ourique e Dolce Vita Tejo). Braga e
Guimarães abrem até ao fim do ano, em regime de franquia contratada
com dois investidores. “Se os resultados forem bons, poderá ser
a receita da nossa expansão.”

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