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As luvas com sotaque português que prometem impedir os golos

Carlos Lima foi guarda-redes do Benfica de Toronto, no Canadá, onde vive.
Carlos Lima foi guarda-redes do Benfica de Toronto, no Canadá, onde vive.

Descansem todos os negócios de ataque que este fazedor é especializado na defesa. O luso-canadiano Carlos Lima, 34 anos, já tinha jogado futebol como guarda-redes e foi pelas dificuldades em encontrar luvas perfeitas para defender as redes da sua baliza que começou a pensar num negócio, quase por brincadeira.

“Sempre foi complicado encontrar um tipo de luvas com uma palma especial que fosse de qualidade em matéria de aderência e de durabilidade“, explica, ao telefone com o Dinheiro Vivo a partir de Toronto, Canadá, onde vive.

Foi a pensar em outros guarda-redes que pudessem ter as mesmas dificuldades, que Carlos começou a investir na criação de umas luvas anti-golos, que juntassem as duas características. Fez uma pesquisa de mercado, falou com fornecedores e interessados no produto e, em 2013, decidiu avançar com a criação da NGA Soccer (a sigla para No Goals Again [golos nunca mais]), fazendo um investimento de 1000 dólares canadianos, pouco mais de 760 euros.

“Para entrar no mercado temos de ter um preço mais acessível. Conseguimos oferecer um produto muito bom a um preço competitivo – abaixo dos equivalentes, no mercado. O objetivo não é aumentar os preços e fazer descer a qualidade mas sempre o inverso“, confessa Carlos.

Enquanto vendia as primeiras luvas, Carlos continuava a trabalhar no sector da construção mas aplicava-se nos contactos que já tinha em clubes e com jogadores. Começou por vender os primeiros pares em clubes pequenos e academias mas, com a abertura da loja online, o mundo transformou-se no seu “mercado natural”. “Desde que consegui entrar na Europa que a empresa tem crescido muito.”

Quase dois anos depois do arranque do negócio, as luvas da NGA já estão nas mãos de guarda-redes no Brasil, EUA, Europa, Luxemburgo, Inglaterra, Angola e, muito em breve, também no Médio Oriente. Exemplos não falta: o luso-canadiano Daniel Fernandes (Panthrakikos, Grécia), o alemão Lukas Reader (V. Setúbal), Rui Sacramento (Arouca), Marco Rocha (Freamunde), o sérvio Igor Stefanovic (Chaves), Cláudio Ramos (Tondela) e Tiago, o treinador de guarda-redes do Sporting.

A expansão internacional das luvas pensadas pelo luso-canadiano e produzidas no Paquistão já levou Carlos Lima a dedicar-se a tempo inteiro à empresa. E a pensar na diversificação do negócio, para chegar a um público maior. “Escolhemos desenvolver caneleiras porque quisemos criar um novo produto que abrangesse todos os jogadores de futebol e que pudesse ajudar a passar a palavra sobre a qualidade das nossas luvas. Não queremos ser uma marca que faz tudo.”

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