AssetFloow. Inteligência artificial ao serviço da otimização de espaços

Fundada no início de 2020, a startup portuguesa AssetFloow já venceu um concurso internacional, na Finlândia, e prevê fechar uma ronda de investimento no início de 2021 e expandir a equipa.

Não é de hoje que as empresas têm necessidade de perceber como é que os seus espaços são utilizados. Contudo, com a pandemia de covid e a exigência de distanciamento social, essa tendência parece estar a aprofundar-se cada vez mais nas economias.

A AssetFloow, é uma startup portuguesa fundada por Katya Ivanova e Ricardo Santos, que surgiu, como explica a fundadora, "com o intuito de desenvolver modelos de inteligência artificial que são capazes de perceber como as pessoas usam um espaço, baseando-se em análise comportamental, obtendo resultados mais precisos enquanto protegemos a privacidade do consumidor".

De uma forma mais simples: a empresa criou um software que extrai os percursos das pessoas e a ocupação dos espaços, ajudando assim empresas, como retalhistas, a otimizarem os espaços.

"Por exemplo, com clientes de retalho, usando apenas os dados das vendas anónimas e o mapa da loja, a AssetFloow deteta os diferentes perfis de compras e os percursos que fazem, fazendo sugestões de onde os produtos devem ser colocados para aumentar as vendas. Já num armazém, com o mesmo tipo de dados, a otimização dos percursos dos trabalhadores permite processos mais rápidos, evitando horas extra ou atrasos nas encomendas", explica ao Katya Ivanova, que é CEO.

A ideia para esta startup foi de Katya, mas o desenvolvimento da propriedade intelectual e da plataforma ficou a cargo de Ricardo. Atualmente, a AssetFloow trabalha já com retalhistas e armazéns, e tem "dois clientes que gerem centros comerciais, onde usam a AssetFloow para prever a ocupação de pessoas nas diferentes zonas e a sua influência na qualidade do ar e na temperatura, de forma a otimizar o consumo dos sistemas de ar condicionado".

Mas as potencialidades desta tecnologia podem ser utilizadas para uma ampla variedade de espaços: desde museus, passando por aeroportos, hotéis e estádios.

"Neste momento, a AssetFloow é a única empresa que oferece uma solução que faz a análise e otimização do percurso de pessoas sem recurso a sensores ou outro método invasivo, atingindo resultados com precisão superior a 90% e estando, por isso, de acordo com o Regulamento da Proteção de Dados", garante a CEO.

Os dois fundadores têm no currículo já o lançamento de outras empresas de tecnologia. Para já, a startup ainda não contou com capital externo, tendo os capitais próprios dos fundadores suportado os primeiros passos.

Katya Ivanova garante ainda que, neste momento, a "empresa está a crescer organicamente com os clientes, e já tem despertado a atenção de investidores nacionais e internacionais".

A expectativa é fechar a primeira ronda de investimento no início de 2021, ano em que esperam aumentar a equipa em Lisboa, mas também "continuar a escalar o negócio e ganhar mais visibilidade".

Tal como muitas startups tecnológicas, a AssetFloow nasceu em Portugal mas com os olhos voltados para o mundo, por isso, a CEO não tem dúvidas: a empresa "é internacional desde o primeiro dia".

Com menos de um ano de idade, participaram já numa espécie de maratona de programação (hackathon) na área de inteligência artificial na Finlândia, o que lhes permitiu trabalhar com um dos maiores centros comerciais do mundo, e ficaram em primeiro lugar. Estão também a colaborar com uma empresa em Itália e na agenda para 2021 têm já o desenvolvimento de alguns projetos-piloto em Portugal.

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