Banco de criptomoedas contrata 50 em Portugal após investimento de 65 milhões

Liderada por Diogo Mónica, fintech Anchorage fechou série C de financiamento e prepara-se para abrir novo escritório em Portugal.

A startup financeira Anchorage vai contratar 50 pessoas em Portugal nos próximos dois anos. A porta de entrada dos bancos para as criptomoedas anunciou esta quinta-feira uma ronda de investimento em série C de 80 milhões de dólares (65,8 milhões de euros). Liderada pelo português Diogo Mónica, esta fintech obteve em janeiro a primeira licença bancária para criptomoedas nos Estados Unidos.

"Esta nova ronda de investimento vai permitir-nos escalar rapidamente, para responder à crescente procura de participação no espaço dos ativos digitais, particularmente entre empresas e instituições financeiras tradicionais", assinala Diogo Mónica, citado em nota de imprensa.

Das 75 pessoas que trabalham na Anchorage, 15 estão no atualmente no Porto. A empresa já tinha previsto recrutar pelo menos mais 15 elementos para 2021, sobretudo para funções de engenharia. Para 2022, está prevista a entrada de mais 35 funcionários. O escritório do Porto está focado no desenvolvimento de produto e de engenharia.

A Anchorage deverá abrir um segundo escritório em Portugal, provavelmente em Lisboa. A localização definitiva deste espaço só estará encerrada daqui a alguns meses. Esta fintech tem sede em São Francisco (Califórnia) e conta também com um escritório o estado da Dakota do Sul.

Novos investidores

Com os 80 milhões de dólares da série C, a Anchorage recebeu mais dinheiro do que o investimento angariado nas duas rondas anteriores, no total de 57 milhões de dólares.

Isto foi possível graças à entrada de novos investidores, como a sociedade de capital de risco portuguesa Indico Capital Partners e o fundo soberano de Singapura (conhecido como GIC). Também entraram nesta operação as sociedades de capital de risco a16z, Blockchain Capital e Lux.

A expansão da tecnologia blockchain não é uma aposta em Bitcoin, como muito se fala; trata-se de uma mudança de paradigma computacional, uma revolução equivalente ao aparecimento dos computadores pessoais, a Internet ou os smartphones. Tudo vai mudar na próxima década e a Anchorage tem as condições para ser uma das grandes empresas mundiais no novo setor financeiro que se está a inventar agora", prevê o líder da Indico Capital Partners, Stephan Morais.

Através desta fintech, qualquer banco pode criar produtos com mais de 100 criptomoedas. Além disso, a solução da Anchorage permite guardar criptomoedas ou mesmo abrir contas de depósito a prazo.

No início deste mês, a Anchorage lançou um projeto-piloto com a Visa para a empresa de pagamentos poder integrar, ainda em 2021, recursos como a bitcoin e outras moedas digitais no leque de serviços.

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