fazedores

Barba Brada. O remédio para as barbas fei(t)as

Tasha e Bruno dizem que, mais do que uma marca, trabalham para uma comunidade de barbudos.
Tasha e Bruno dizem que, mais do que uma marca, trabalham para uma comunidade de barbudos.

Acabaram-se os "dias de má barba". Bruno e Tasha criaram a Barba Brada. A marca produz um óleo de barba que promete ajudar os barbudos portugueses no domínio das suas barbas e fazer com que ela - entenda-se, a barba - seja mais do que mero pelo na venta

Os hipsters que descansem, pelo menos as preocupações com os bad beard days [dias de má barba]. Bruno Nascimento, 27 anos, começou a usar barba aos 18 só que sempre teve uma barba curta. Não por querer mas por não poder mais. “Nunca muito maior do que uma barba de três dias porque chegava aquela altura em que não conseguia fazer absolutamente nada dela, ficava feia”, explica ao Dinheiro Vivo.

Siga o Dinheiro Vivo no Facebook e fique a conhecer todas as histórias de Fazedores.

No ano passado assumiu o compromisso de, mais uma vez, tentar deixá-la crescer. “Aconteceu o mesmo de sempre: chegou ao ponto em que tinha de a cortar.” Mas Bruno não queria. Nessa altura, procurou alternativas para domar a dita barba. “Em Portugal não havia mas encontrei produtos nos Estados Unidos e em Inglaterra. Só que era demasiado caro mandar vir o óleo de barba.”

Foi então que começou a investigar: o que tinham em comum, os ingredientes e as particularidades. “Comecei a ler sobre o assunto na internet e a tentar perceber se seria possível fazer em casa, mesmo que só para mim. Fiz um, ainda de uma maneira um pouco artesanal, com ingredientes comprados em lojas de produtos naturais, e resultou.” A história estava contada – podia dar negócio – mas foi Tasha Kupusovic, namorada e sócia de Bruno, meio americana, meio sérvia, que pensou pela barba dele. “Se tinha resultado com o Bruno, por que não experimentar com outras pessoas? Talvez pudéssemos…”, recorda Tasha, 24 anos.

Começaram a produzir mais frascos de óleo e a dá-los a experimentar a amigos, e a amigos de amigos. O feedback foi tão bom que, entre setembro e dezembro criaram a Barba Brada, uma marca que traz óleo pela barba mas que é, além de um produto, a gestão de uma comunidade. “Percebemos que haveria muitos homens em Portugal a quem o óleo poderia ajudar”, explica Bruno. Entretanto, a palavra foi passando e descobriram outra coisa: a “comunidade crescente das barbas portuguesas” tinha sede de óleo. No final de 2014, a Procter & Gamble anunciou quebras de 17% no último trimestre do ano para os 3,4 mil milhões de dólares, números encabeçados pelo declínio do negócio da marca Gillette. Muitos especialistas internacionais atribuem esta evolução ao movimento de bigodes Movember, criado num pub de Melbourne, em 2003.

“Queremos fazer uma coisa que não seja artesanal, porque já temos um processo que nos permite produzir os frascos todos iguais – e evoluir para uma coisa que, em vez de ser feita numa garagem, poderá ser feita num espaço mais adequado mas sempre dentro de um conceito de negócio de família“, diz Bruno. Para isso contribuiu também o facto de, tanto o produto como toda a imagem e conteúdo que lhes estão associados, serem feitos internamente, entre Bruno e Tasha. Rapidamente, o investimento de cerca de 300 euros teve retorno e, menos de um mês depois, a Barba Brada já estava a investir o próprio cash flow na compra de matéria-prima para as novas encomendas.

Os primeiros produtos da Barba Brada são óleos de barba com quatro aromas diferentes – um mais amadeirado, Wild Woods; outro mais fresco, Tejo; mais neutro, The Original; e outro mais doce, Citrous Fall. Além dos óleos, a marca tem à venda no loja online dois pentes e os planos passam por fazer crescer os produtos, não em variedade de aromas mas em tipo de produtos.

“Sempre tivemos espírito de start-up, em que nada é fixo, tudo pode mudar. Essa mentalidade permite ajustes a qualquer altura. Queremos fazer tudo o que tenha que ver com as barbas e bigodes e, quem sabe, no futuro, também com cabelo. Ser um one stop shop para tudo o que tenha que ver com esse tema”, assegura Bruno. O próximo passo é começar a vender em lojas para conseguirem expandir o negócio e dar a conhecer a marca dentro do mercado a que se dirige. Mercados internacionais, só mais tarde, depois de conquistados todos os barbudos em território nacional.

Os produtos Barba Brada podem ser encomendados aqui.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje
País precisa de repor, pelo menos, os 150 mil hectares de floresta perdida nos últimos 10 anos. Fotografia: Rodrigo Cabrita

Floresta vale mais de 1,3 mil milhões e está subaproveitada

António Serrano, nos estúdios da TSF. Professor catedrático e político português, foi Ministro da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas do XVIII Governo Constitucional de Portugal.
(Reinaldo Rodrigues/Global Imagens)

António Serrano: “É preciso um choque de gestão no território florestal”

Jean-Claude Juncker. Fotografia: REUTERS / François Lenoir

Dinheiro do plano Juncker para Portugal duplica em apenas um ano

Outros conteúdos GMG
Conteúdo Patrocinado
Barba Brada. O remédio para as barbas fei(t)as