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Baseville. A marca de roupa portuguesa com “ADN verde”

Ana Ferreira, Ana Costa e Filipa Sequeira da Baseville. 
(Reinaldo Rodrigues/Global Imagens)
Ana Ferreira, Ana Costa e Filipa Sequeira da Baseville. (Reinaldo Rodrigues/Global Imagens)

Do casamento entre a preocupação com o ambiente e a paixão pela moda, nasceu uma marca de vestuário que quer ser “a casa do guarda-roupa”.

A ideia surgiu em dezembro de 2016. Um ano depois as primeiras peças estavam à venda. A Baseville é uma marca de roupa básica sustentável e 100% portuguesa. “O nome surgiu de uma ideia romântica daquilo que nós gostaríamos de ser, a casa do guarda-roupa. O sítio onde vamos sempre que precisamos do essencial para vestir”, começa por explicar Ana Costa, a fundadora da marca.

Com uma infância a achar que ia mudar o mundo, foi num período de desemprego que idealizou a criação da Baseville, aliando a preocupação com o ambiente e a moda, outra área de que tanto gosta. Depois desafiou uma amiga e juntas avançaram com o projeto. “A moda nunca foi uma área que me cativasse muito, mas quando aliada à sustentabilidade torna o desafio muito mais interessante”, conta Ana Ferreira. Às Anas juntou-se, recentemente, Filipa Sequeira para tratar da comunicação da marca.

A Baseville assenta em três valores: qualidade, sustentabilidade e inovação. “Fomos procurar fornecedores 100% nacionais que tivessem processos de produção eco-friendly, com menores consumos de água e de energia”, explica Ana Costa. A coleção é feita de apenas de três cores. As básicas, claro: branco, cinzento e preto. “Mas a cor do nosso ADN é verde”, brinca. Algodão orgânico, mircromodal e mistura de viscose com poliamida e elastano são as matérias-primas utilizadas para a confeção das peças. “A nossa essência é o eco-design. Usamos matérias-primas premium para garantir durabilidade e ciclos de vida mais elevados”.

Outra das particularidades da marca, que conta com o apoio do Centro Tecnológico CITEVE, é a certificação OEKO TEX dos seus fornecedores. “Significa que durante o processo de produção das malhas, do tingimento, da confeção e das etiquetas não existem substâncias nocivas à saúde que possam passar para nós”, explica Ana Costa.

As peças estão à venda online, em www.baseville.pt, e também em algumas lojas físicas. “O nosso objetivo é estar em lojas que passem a nossa mensagem, que tenham a mesma filosofia e essência que nós”, refere. Assim, o consumidor pode encontrar as peças em locais como o Antigo Talho (Lisboa), a Organii no Lx Factory (Lisboa), o Hotel São Lourenço do Barrocal (Monsaraz) e a Casa Mãe (Lagos).

“Um pé no futuro”

“Não faria sentido criar uma marca de raiz que não fosse sustentável a 360º graus”, diz a criadora. “O nosso objetivo é entregar às nossas clientes peças com um pé no futuro”. Como o fazem? A Baseville recorre à RePack, um serviço de embalagens reutilizáveis. “É o único fornecedor internacional porque não encontrámos nada em Portugal que nos satisfizesse”, conta Ana Costa.

As embalagens têm uma etiqueta que deve ser colocada do lado de fora assim que a cliente recebe a encomenda. Depois basta colocar o pacote nos correios. A embalagem é enviada para a origem para ser verificada e limpa e volta a entrar no circuito. São permitidas 20 reutilizações. Todas possuem um número de identificação e quem faz esta entrega recebe um vale de 10% de desconto numa próxima compra em qualquer uma das marcas associadas ao serviço RePack.

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