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Painel da recepção do Museu do Chocolate
Painel da recepção do Museu do Chocolate

Degustar, sentir, cheirar, apreciar e, claro, aprender... Tudo isto pode ser feito no Museu do Chocolate inaugurado hoje na zona histórica de Viana do Castelo e que integra o espaço da Fábrica do Chocolate, que conta ainda com um hotel e um restaurante temáticos. A visita custa 10 euros para os adultos e 7,50 euros para as crianças.

Quem passa pelo Museu interativo do
Chocolate pode, não só, desfrutar das experiências sensoriais 3D e
4D que a GEMA desenvolveu para o efeito, como pode, ainda, produzir
um chocolate personalizado. A história contada naquele espaço
começa com a origem do chocolate, o cacau, “onde foi recriada
uma roça de cacau, e onde, sempre que possível estará disponível
o fruto, que como é sazonal e perecível em algumas épocas do ano
não estará na sala”, explicou Madalena Dinis, uma das
responsáveis pelo projeto. A inovação começa nesta sala, com
ecrãs gigantes onde está disponível informação sobre os países
produtores de cacau.

Na sala seguinte quase todos os
sentidos estarão alerta, porque a tecnologia aí presente garante
aos visitantes estímulos visuais, auditivos, sensoriais e olfativos.
São convidados a entrar numa pirâmide Maia e a descobrir a história
do cacau, como moeda de troca, alimento não doce, bebida amarga e
energética.

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A parte tecnológica ficou a cargo da
empresa GEMA,localizada no Porto e já com vários projetos nesta
área. “O responsáveis pelo Museu queriam algo em que os
sentidos fossem expostos, ao calor, vento, frio, cheiro, apresentamos
a nossa proposta para a sala imersiva e ganhamos”, explicou ao
Dinheiro Vivo Diogo Barbosa da GEMA. Esta parte do projeto
representou um investimento de 300 mil euros, por parte da Fábrica
do Chocolate.

Para Diogo Barbosa este trabalho
permitiu “aprender imenso sobre chocolate e não apenas o que
sabemos quando compramos uma barra. Este projeto obrigou a perceber
toda a história, o contexto que envolve o chocolate, o segredo do
produto que ficou guardado durante anos na Europa, até à sua rápida
distribuição, especialmente para Norte. Foi verdadeiramente uma
lição sobre chocolate, tendo sempre em conta que tudo o que é
criativo com base tecnológica no Museu tem fundamentos históricos”.

Depois do choque sensorial o visitante
segue para a sala mundi, onde é descrita a história recente do
cacau, bem como das principais marcas de chocolate. E, a seguir o
culto deste produto é descrito e apresentado nas mais variadas
formas, desde alimentação, livros, ciência, medicina.

O fim da visita é uma passagem por uma
fábrica de chocolate recriada, onde todos são convidados a
participar na produção, e “até mesmo fazer um chocolate
personalizado”, adiantou Madalena Dinis.

História

O Museu interativo do chocolate integra
um complexo que conta também com hotel e restaurante, edificados com
aproveitamento de parte das instalações de uma antiga Fábrica do
Chocolate Aviense, uma das primeiras fábricas de chocolate em
Portugal, que faliu em 2004.

Trata-se de um projeto QREN “SI
Inovação – Inovação Produtiva”, financiado pelo FEDER através
do Eixo prioritário 1 do Programa Operacional Regional do Norte, com
investimento elegível de 2,9 milhões de euros e incentivo
reembolsável de 2,2 milhões de euros, num investimento global de
cerca de 3,4 milhões de euros.

O Hotel, de 4 estrelas, tem 18 quartos
dos quais 5 são suites duplex, assotadas. Os temas, sempre em torno
do elemento central do chocolate, variam: tipos de chocolate, Música,
literatura, cinema, origens do cacau, romance, marcas de chocolate
nacionais e internacionais.

O Restaurante Fábrica do Chocolate é
um conceito inovador, cuja carta, assinada pelo Chef Pedro Araújo,
foi desenhada em torno dos elementos centrais cacau e chocolate. Com
opções que permitem experiências gastronómicas mais ou menos
imersivas, o restaurante será também um atelier gastronómico que
possibilitará a realização de provas, degustações e
harmonizações diversas com chocolate.

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