Big Closet. Nova vida para os vestidos de festa em segunda mão

Duas ​​​​​​​millennials expandiram o espaço no armário e já comercializam peças novas, a par dos usados.

A Big Closet nasceu a pensar na mulher charmosa, que gosta de se apresentar com glamour num evento, mas que não está disposta a gastar rios de dinheiro e, principalmente, a repetir o mesmo outfit. Os tempos modernos a isso também não aconselham, que as redes sociais não perdoam. Vânia Morais e Inês Madureira, duas millennials do Porto, viram nestes desejos femininos (que também partilham) uma oportunidade de negócio. Com um investimento de 100 mil euros, financiado em mais de 44% por fundos comunitários, criaram uma empresa especializada no aluguer e venda de vestidos e acessórios em segunda mão de estilistas e marcas internacionais. Tudo à distância de um clique no site da Big Closet, mas não só.

No início, a ideia era mesmo apostar em roupa de festa em segunda mão de elevada notoriedade, como forma de democratizar o acesso a vestuário de assinatura e de garantir uma maior sustentabilidade do ciclo têxtil, contam as duas empreendedoras. Ser uma Farfetch da moda em segunda mão, admitem com entusiasmo. Aliás, há previsões a apontar que o negócio da roupa usada pode valer a nível global dois mil milhões de euros já em 2023. Mas, como tem sucedido a muitas atividades, a pandemia obrigou as duas jovens a reinventar o conceito original. É que a Big Closet, que já estava a ser trabalhada desde 2019, abriu portas em maio do ano passado, com o país já em desconfinamento, mas sob regras apertadas para controlo da crise sanitária. As festas eram poucas e poucos os convidados, os casamentos contavam-se pelos dedos e os eventos rareavam. O aluguer da roupa estava comprometido, mas Vânia e Inês já não podiam voltar atrás. "Decidimos lançar outros serviços".

Uma das apostas foi a introdução de peças novas e de moda mais casual. Agora, "temos também artigos de vestuário como fatos, casacos, saias, acessórios e calçado, com foco na sustentabilidade", dizem. Este novo segmento de negócio assenta numa rede de parcerias com marcas e lojas, que colocam à venda ou em aluguer artigos em stock de coleções anteriores. Em simultâneo, criaram um serviço de aconselhamento personalizado de moda e tendências. E não querem ficar por aqui. Como revelam as duas licenciadas em Direito, "estamos a pensar alargar a oferta a homem e criança, mas só em 2022".

O primeiro ano de atividade da Big Closet não permitiu grandes voos, mas 2021 apresenta-se mais promissor. A loja online tem vindo a ganhar notoriedade, nomeadamente junto de clientes/fornecedores que pretendem colocar os seus artigos de vestuário à venda ou em regime de aluguer. A seleção é criteriosa, asseguram. Uma peça para alugar tem de corresponder a um preço de venda ao público nunca inferior a 300 euros. Já um artigo novo só entra no Big Closet caso esteja garantido que tem um valor igual ou superior a 100 euros. Apesar de a ideia da Big Closet assentar nos canais digitais (site, Instagram, Facebook), a empresa tem também uma loja física no centro de Vila Nova de Gaia.

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