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Blocks tem novas impressoras 3D e vão ser controladas pelo smartphone

Duarte Vasconcelos, à esquerda, segura a impressora Blocks One MKII e Alexandre Guerreiro, à direita, segura o modelo 'low cost' Blocks Zero. Foto: Carlos Costa / Global Imagens
Duarte Vasconcelos, à esquerda, segura a impressora Blocks One MKII e Alexandre Guerreiro, à direita, segura o modelo 'low cost' Blocks Zero. Foto: Carlos Costa / Global Imagens

Empresa está a trabalhar em aplicações móveis para tentar facilitar ainda mais o uso das impressoras 3D.

A startup portuguesa Blocks vai lançar novas impressoras 3D no mercado em breve: o principal modelo da marca, a Blocks One, vai ter uma segunda versão, e a empresa também vai lançar versões focadas no mercado empresarial. Os planos para os novos modelos já existiam, mas o investimento de 350 mil euros da Digidelta ajudou a acelerar o plano.

No início de julho vai ficar à venda a Blocks One MKII. O diretor executivo da startup, Duarte Freire e Vasconcelos, explicou ao Dinheiro Vivo quais as grandes diferenças relativamente ao modelo anterior.

Em primeiro lugar a impressora tem um sistema de autocalibração, o que significa que não é necessário o utilizador afinar à mão a base de impressão sempre que quer produzir algo novo. A Blocks One MKII também tem um sensor de fim de filamento – se o plástico de impressão acabar, a máquina entra em pausa e não imprime ‘em seco’. Por fim o ecrã da impressora vai apresentar um interface mais simples e fácil de usar.

Também há melhorias na construção da própria impressora: a estrutura é em dibond, um composto de alumínio, que deverá traduzir-se numa máquina mais robusta e mais precisa.

Numa pré-venda, a Blocks já comercializou 40 unidades da Blocks One MKII e no início de julho a venda vai ser feita exclusivamente através da internet. Mas até ao final do ano a Blocks pretende ter esta impressora 3D em lojas como a Worten, Media Markt e Jumbo Box – este modelo vai custar 980 euros.

O portfólio da empresa vai continuar a aumentar a curto e médio prazo. Daqui a dois meses, adiantou o CEO da startup, vai ser lançada a Blocks Pro 30, uma impressora focada no mercado empresarial. Este modelo partilha as mesmas características técnicas da Blocks One MKII, mas tem uma construção em metal mais robusta e uma área de impressão de 30 centímetros cúbicos.

A Blocks Pro 30 também vai estar disponível num modelo com duas cabeças de impressão ainda antes do final do ano. A gama profissional vai depois receber dois novos modelos – Pro 50 e Pro 100 -, mas apenas em 2019, sendo que os elementos em destaque nestas impressoras serão as áreas de impressão de 50 e 100 centímetros cúbicos, respetivamente.

Aplicações para facilitar a impressão
“O que aquilo vai permitir, o que nós estamos a querer que permita, ainda está a ser desenvolvido, conseguires quase tirar o computador da equação para preparar a peça”.

Este é, segundo Duarte Freire e Vasconcelos, o grande objetivo da Blocks na área do software. A empresa está a desenvolver duas aplicações para smartphone: uma para ajudar na manutenção da impressora e outra para que os utilizadores possam controlar a máquina à distância.

“Depois podemos, se o utilizador assim o quiser, fazer um registo do que é que foi feito nas impressoras e sugerir limpezas. A nossa ideia é tentar, desde o início, simplificar ao máximo o processo e a fiabilidade, ter as máquinas sempre a funcionar”, salientou o porta-voz da startup.

O lançamento da aplicação de manutenção deverá acontecer durante “o verão”, com a app de controlo remoto a ser lançada “pouco depois”, assegurou Duarte Freire e Vasconcelos.

Durante a entrevista, o CEO confirmou ainda que a aplicação de controlo remoto vai ser compatível com as impressoras 3D da Blocks que já estão no mercado.

Ajuste de realidade
Se há uns anos falava-se num cenário em que a impressão 3D seria tão democratizada que em cada casa haveria uma impressora 3D, a evolução mais recente do mercado dita uma realidade muito diferente. Este ‘ajuste’ aconteceu devido à maturação da própria tecnologia – a impressora 3D, por muito simples que seja, será sempre mais uma ferramenta do que um gadget.

“A parte de consumo, que achava que ia fazer tudo e mais alguma coisa com a impressão 3D, já percebeu que não faz tudo. (…) Na secretária do trabalho acho que vai acontecer. Na secretária de casa acho que não vai acontecer”, defendeu o CEO da Blocks.

“No fundo a grande premissa aqui é que isto é uma ferramenta, não é uma nave espacial. (…) Tal como existe uma aparafusadora e uma fresadora, vai existir uma impressora 3D”, concluiu.

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