Bolt. "Tesla das scooters" obtém três milhões e quer entrar em Portugal

Empresa holandesa quer produzir entre 30 e 100 mil unidades desta scooter por ano

Pesa 80 kg, acelera dos 0 aos 50 km/h em 3,3 segundos, pode ter uma autonomia até 400 km e tem uma mala com 65 litros de capacidade. Esta é a mota elétrica Bolt, fabricada na Holanda e que acaba de fechar um financiamento de três milhões de euros junto da plataforma de financiamento colaborativo luso-britânica Seedrs. A startup holandesa vai começar a vender as primeiras unidades em 2018 e deverão chegar ao mercado português até final do próximo ano. Deverá custar 2990 euros.

Considerada "a Tesla das scooters", a Bolt quer produzir entre 30 e 100 mil unidades da scooter por ano na Holanda. Os seus fundadores, o engenheiro Marijn Flipse e o fazedor Bart Jacobsz Rosier, querem que os europeus troquem as scooters a gasolina por modelos elétricos, devido às restrições ambientais que vão começar a ser impostas um pouco por toda a Europa.

A tecnologia é outra das vantagens face à concorrência. Com um ecrã de sete polegadas, a Bolt está ligada à internet através de uma ligação 4G e sabe a localização do condutor, atende chamadas, põe música e escolhe o melhor caminho. A scooter também permite tirar fotografias e partilhá-las com os amigos. Para reduzir o risco de acidentes, a Bolt envia mensagens automáticas como "Estou a conduzir" e tem um ecrã controlado através de botões colocados no guiador.

O ecrã também dá indicações de manutenção da scooter assim como avisa os locais onde as motas podem ser reparadas. A empresa holandesa vai ter carrinhas como oficinas móveis para reparar as scooters.

Com ângulo de viragem de 45 graus, a Bolt pode ter até seis módulos de baterias da Panasonic colocados na plataforma da scooter, debaixo dos pés do condutor. Conforme o número de módulos, a autonomia pode atingir os 400 quilómetros.

Com um preço base de 2990 euros, as scooters da Bolt são totalmente personalizáveis quer nas cores quer nos acessórios.

Portugueses entre maiores investidores

Na campanha de equity crowdfunding (financiamento em troca de capital) na Seedrs, a Bolt obteve um total de três milhões de euros, conquistando mais do dobro dos fundos esperados inicialmente. Entre os principais investidores, estiveram britânicos, holandeses e alemães. Em quarto lugar vieram os portugueses, que terão acesso a estas scooters até ao final de 2018.

Depois desta campanha, a empresa holandesa já obteve mais de seis milhões de euros em financiamento. Conta apresentar resultados operacionais positivos em 2019 e quer produzir mais de 250 mil scooters até 2020 só para o mercado europeu.

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