BOU Market: Dar voz à comunidade de lojas das redes sociais

Casal de fazedores criou mercado virtual com mais de 350 marcas e 4 mil produtos de todo o país.

O BOU Market é o mercado digital que dá voz à comunidade de marcas independentes portuguesas que estão espalhadas pelas redes sociais. A página na internet reúne mais de 350 lojas e vende mais de 4000 produtos. A comunidade digital está na internet desde junho e já a pensar na expansão para Espanha ao longo do próximo ano.

Artigos para crianças, bijuteria, artesanato e vestuário são os principais produtos disponíveis num só local em vez de percorrer as páginas nas redes sociais. O pagamento das encomendas também é facilitado com a existência de uma só plataforma.

A montra é por conta do BOU Market mas depois são as próprias marcas que enviam as encomendas, de forma personalizada, conforme indicado na página. Para entrarem no portal, as lojas são contactadas e têm de explicar o seu conceito.

"Somos uma comunidade de marcas para dar voz aos empreendedores. Quem comprar uma t-shirt também pode encomendar um sabonete, por exemplo. É uma forma gira de trazermos para o online o espírito de um mercado físico", assinalam ao Dinheiro Vivo os fundadores da BOU, Rita Bastos e Manuel Laranjo.

Casados desde 2019, os dois fazedores tiveram percursos distintos até terem a ideia para a plataforma. Rita estudou gestão hoteleira numa escola em Marbelha e passou pela área comercial de várias empresas durante praticamente uma década, entre Londres, Lisboa e Madrid.

Manuel está mais por dentro da área financeira. Depois de uma licenciatura em Gestão na Universidade Católica, passou pela unidade de banca de investimento do Deutsche Bank em Portugal e ainda pela embaixada dos Estados Unidos em Portugal, para promover investimentos na Web Summit. Depois de um mestrado em Madrid, passou pela consultora Deloitte.

A ideia do BOU - diminutivo de boutique - surgiu enquanto Rita estava grávida. "Tentei entender que lojas existiam para comprar produtos para bebés mas acabava por seguir sugestões dos amigos. Não havia nada centralizado", recorda Rita.

Com falta de tempo para guardar todas as lojas favoritas das redes sociais, a ideia da plataforma começou a ser desenvolvida após o filho ter nascido.

Sem revelarem montantes, Rita e Manuel criaram o mercado digital com o próprio capital e a ajuda de alguns amigos e familiares. O portal foi para o ar em maio, as marcas começaram a registar-se em junho e as vendas iniciaram-se no início de setembro.

Além de mostrar os produtos, a página também serve para contar a história de cada uma das marcas: "Os empreendedores também têm histórias de vida e de superação".

Até ao final do ano, a plataforma pretende reunir pelo menos 500 marcas. O período até ao Natal será de grande aprendizagem para o negócio, esperando elevada procura. Além de Rita e Manuel, trabalham no BOU Market mais duas pessoas a tempo inteiro - as restantes tarefas são contratadas externamente.

Chegar aos lucros não é prioritário, para já: "não contamos no primeiro ano com receitas que paguem todo o investimento mas já permitirão preparar a nossa próxima fase".

No próximo ano, o BOU quer atravessar a fronteira mas não a qualquer custo. "Nunca iremos descurar o local: a nossa plataforma em Espanha apenas terá marcas próprias. Será possível comprar produtos para Portugal de marcas espanholas e vice-versa", destaca Manuel Laranjo.

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