coach

Brad Sugars: O guru que quer um coach para cada empreendedor

Australiano é autor best-seller de 15 livros, incluindo o último #1 da Amazon “Comprar Clientes”
Brad Sugars, a conta é simples: se cada equipa tem um treinador, cada empreendedor deve ter um coach. "Tal como todas as pessoas têm uma conta bancária, todos os líderes de negócios devem ter um coach. Tal como não vemos uma equipa sem treinador, também deveria ser comum os empreendedores terem coach. Toda a gente precisa de um mentor", explica, em entrevista ao Dinheiro Vivo."> Australiano é autor best-seller de 15 livros, incluindo o último #1 da Amazon “Comprar Clientes”

Para Brad Sugars, a conta é simples: se cada equipa tem um treinador, cada empreendedor deve ter um coach. "Tal como todas as pessoas têm uma conta bancária, todos os líderes de negócios devem ter um coach. Tal como não vemos uma equipa sem treinador, também deveria ser comum os empreendedores terem coach. Toda a gente precisa de um mentor", explica, em entrevista ao Dinheiro Vivo.

Sugars começou a trabalhar ainda adolescente, como vendedor de jornais. Mais tarde, criou a própria empresa e, com ela, um conceito escalável que permite adaptar o negócio da formação de gestores e empreendedores ao mercado em que estão inseridos. Por isso, não é complicado para o formador perceber que muitos dos decisores precisam de acompanhamento.

A visão da empresa é uma decisão do CEO. Hoje, um dos nossos maiores desafios é a falta de gestão no dia-a-dia. Gestão tornou-se uma palavra má nas empresas. Agora, aponta-se muito os dedos aos gestores por não serem líderes. A cultura e a visão são funções do CEO que precisam de focar-se nos objetivos, na estratégia. Um líder que se deixa perder no dia a dia deixa de conseguir motivar os seus empregados porque está perdido nos problemas diários. Eles precisam de saber qual é a visão”, explica Sugars.

Formador na área do coach, CEO da empresa ActionCoach e autor de artigos na revista Entrepreneur, Brad Sugars começou a carreira como empreendedor por uma razão que considera tão válida como outra qualquer: não gostava de trabalhar para outras pessoas. O caso, garante, não é único e é cada vez mais comum, sobretudo na Europa, graças à crise. “A maior parte das pessoas deseja ser empreendedor mas são poucas as que o fazem, na maior parte das vezes por medo. Ouvem-se muitas histórias de pessoas que perderam tudo, as poupanças, e muitas preferem manter um emprego estável do que arriscar”, conta Sugars.

No entanto, o formador e autor de livros como “Comprar clientes” (editado pela TopBooks) diz que para arriscar basta ter uma boa ideia. Já o sucesso depende, na maioria das vezes, da implementação e do contexto. Sugars garante que a Europa vive o período certo para implementar novos negócios.

“Os empreendedores respiram empreendedores. Vejo certos sectores da Europa que são muito empreendedores. Acho que os empreendedores norte-americanos vão no sentido inverso. Os americanos costumavam ser extraordinariamente empreendedores mas estão a fazer o caminho inverso. E quando eu olho para a Europa vejo um certo elemento de “ser empreendedor”, porque não há empregos. Quando não se encontra trabalho o que se pode fazer? Criar um negocio”, diz.

Mas serão os empreendedores apenas consequência da crise? Brad Sugars vê essa realidade com bons olhos. “Esse é um dos benefícios da economia negativa. É preciso crise para haver novas invenções, novos empreendedores. Temos que olhar sempre para os dois lados da história. Às vezes, a melhor coisa que aconteceu a alguns empreendedores foi terem perdido os empregos. Muitos nunca teriam começado um negócio próprio se não tivessem perdido os seus empregos”, assinala. E nem põe em causa que a crise possa ser uma má motivação. “Não há motivação certa para ser empreendedor. Algumas pessoas começam um negócio porque odeiam os chefes, outras porque não conseguem arranjar trabalho, outras porque querem começar. Muitas começam a ser empreendedoras para fazerem o que gostam. E o desafio aí é transformar aquilo que gostam e em que são boas num negócio e ganharem dinheiro com ele”, defende.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje

Página inicial

Página inicial

Paulo Macedo presidente executivo da Caixa Geral de Depósitos
(Orlando Almeida / Global Imagens)

Centeno dá bónus de 655 297 euros à administração da CGD

Outros conteúdos GMG
Brad Sugars: O guru que quer um coach para cada empreendedor