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Bright Pixel muda de rumo e de líder

Alexandre Santos passa a ser o principal responsável da Bright Pixel. 
(Arquivo/Global Imagens)
Alexandre Santos passa a ser o principal responsável da Bright Pixel. (Arquivo/Global Imagens)

Unidade de startups do grupo Sonae vai apostar sobretudo no investimento de startups em detrimento da incubação e aceleração de ideias.

É a maior mudança em quatro anos de Bright Pixel. O laboratório de startups do grupo Sonae vai ter um novo líder a partir da próxima semana e vai focar-se sobretudo no investimento de startups em detrimento do desenvolvimento de novas tecnologias.

Devido a esta mudança de rumo, Celso Martinho vai deixar de liderar a Bright Pixel, segundo o anúncio feito esta quarta-feira. Este lugar será ocupado por Alexandre Santos, até então o responsável de investimento deste laboratório.

Celso Martinho explicou a sua saída através de uma publicação na plataforma Medium. “À medida que continuávamos a adaptar a Bright Pixel às nossas aprendizagens, começámos a concentrar-nos cada vez mais na atividade de investimento enquanto nos afastávamos de fazer tecnologia e produto, a minha verdadeira paixão.”

“Isso teve um impacto significativo em mim”, escreve o co-fundador do Sapo. “Por mais que aprecie ajudar os empresários, gosto mais de sujar as mãos e estar mais do outro lado da batalha. Comecei a sentir falta de ser o criador e tinha que fazer algo a esse respeito”, detalha.

O ainda líder da Bright Pixel revela mesmo que ponderou “começar tudo de novo” e que chegou mesmo a ter uma ideia para lançar um novo negócio. Só que “mesmo depois de ter prometido que não voltaria a trabalhar para uma empresa depois de sair da Portugal Telecom” (dona do Sapo), Celso Martinho aceitou a proposta para ser o responsável de engenharia da tecnológica Cloudflare no escritório de Lisboa. O novo trabalho começa na próxima semana.

Novo rumo da Bright Pixel

Alexandre Santos será a figura de proa da Bright Pixel a partir de segunda-feira. Conhece o laboratório por dentro desde a primeira hora, na qualidade de co-fundador e responsável de investimento do lado da Sonae IM, o braço de capital de risco do grupo da Maia.

Por causa desta experiência, fonte oficial da Bright Pixel adianta esta entidade vai evoluir para uma “sociedade de investimentos tecnológicos que se diferencia por possuir uma equipa com uma vasta experiência em produto e na criação e desenvolvimento de novos negócios, acompanhada por conselheiros que vêm consolidar a frente de análise de potenciais investimentos e apoiar o portefólio atual”. Celso Martinho será um desses conselheiros.

Também está garantido que a Bright Pixel vai manter os serviços de mentoria para as 15 startups do portefólio, nas áreas de cibersegurança, retalho, telecomunicações e tecnologias emergentes. Estas jovens empresas representaram um investimento de oito milhões de euros.

De fora deste novo rumo fica a área de desenvolvimento de soluções tecnológicas, como aconteceu, no passado, com a criação da plataforma de compras online Dott ou o portal de estatísticas do Banco de Portugal.

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