Turismo

BTL. Startups queriam mais destaque

A Doinn é uma das startups presentes na BTL.
A Doinn é uma das startups presentes na BTL.

Fazedores lamentam que expositor de startups e inovação esteja num canto tão escondido da Bolsa de Turismo de Lisboa

É num canto no Pavilhão 3 da BTL, a Bolsa de Turismo de Lisboa, que se encontra o expositor das startups e inovação, onde 16 projetos de empreendedorismo da área do turismo, hotelaria e restauração apresentam ao público as suas soluções inovadoras. O espaço tem pouco destaque, com quatro fileiras de expositores, no lado oposto da entrada. “As pessoas só passam aqui quando vão buscar café ali à máquina”, conta Weronika Figueiredo, diretora financeira e responsável comercial da Doinn, uma das startups presentes.

A plataforma criada para melhorar a qualidade de limpeza dos apartamentos que recebem turistas participa na BTL para conhecer novos clientes, que são sobretudo os proprietários e os gestores de alojamento local “Não temos grandes expectativas em termos de números, mas se angariarmos 40 – 50 contactos para a nossa base de dado já seria bastante bom”, considera a responsável.

A Doinn só vai estar presente na feira até sexta-feira, durante a altura em que só os profissionais do setor a podem visitar. No fim de semana, a BTL abre as portas ao grande público e o perfil dos visitantes muda, mas nem por isso deixam de ser atrativos para algumas startups, como é o caso da recém-lançada Supper Stars. “Somos uma plataforma de experiências gastronómicas. Através de nós as pessoas podem ter a sua casa um chef reconhecido, a cozinhar para elas. Por estes dias queremos mostrar este serviço às empresas do setor, para conseguir parcerias, mas no fim de semana vai ser interessante dá-lo a conhecer ao consumidor final”, conta um dos cofundadores Tiago Ribeiro.

O serviço da Supper Stars custa a partir de 35 euros por pessoa, para um mínimo de seis pessoas. O projeto foi lançado durante a Web Summit, em novembro, e ficou online em janeiro. Nos seus poucos meses de vida tem já conseguido superar as expectativas. “Tem estado a correr muito bem. Estamos a ter boa recetividade. Agora vamos utilizar a BTL para crescer um pouco mais”, conta a cofundadora Margarida Correia, que também lamenta o facto de o expositor do empreendedorismo estar tão escondido. “Implica que tenhamos de ser nós a sair daqui e a andar pela feira a fazer contactos.”

Mas não é só no espaço dedicado à inovação que os projetos podem mostrar os seus produtos e serviços. Há várias startups que, ao longo do certame, se vão associar a iniciativas de outros expositores e vão aproveitar para, dessa forma, ter destaque. A Associação da Hotelaria, Restauração e similares (AHRESP) é uma das entidades que vai ceder o seu espaço a empresas que tenham soluções inovadoras para o setor. Na quinta-feira de manhã, no pequeno auditório do stand da AHRESP, vão estar startups como a Impactrip, a Homeit e a Climber Hotel. A associação também se juntou ao programa Shark Tank para, no dia da abertura, distinguir projetos que se tenham destacado no setor.

 

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