empreendedorismo

Business Angels à procura de bons negócios em 12 cidades portuguesas

Foto: D.R.
Foto: D.R.

Porque nem só de Shark Tanks ou Web Summits vive o país, aí está a 9.ª Semana Nacional de Business Angels.

A partir desta segunda-feira, durante 6 dias, 16 associações de business angels irão dinamizar, em 12 cidades portuguesas, eventos de promoção do investimento privado em start ups e novos projetos empresariais.

Nesta edição, são esperados mais de 500 investidores, contra os 350 do ano passado. “Um aumento interessante”, considera Miguel Henriques, presidente da Federação Nacional de Associações de Business Angels (FNABA), que destaca o congresso que se realiza no Porto, dia 20, e onde é esperada uma “audiência de 200 business angels já ativos ou interessados em ser.”

“As boas equipas e os bons projetos surgem em qualquer lugar do mundo, até onde não acreditávamos ser possível”, reforça o responsável da FNABA, dando o exemplo do Skype que foi incubado na Estónia, ou da atividade empreendedora em países africanos como e Etiópia ou Quénia.

“O que é necessário é que os projetos tenham uma natureza e um potencial de globalização e cresçam rapidamente para o mundo inteiro”, defende Miguel Henriques, acrescentando que a “maior parte das vezes isso implicará que a empresa tenha que se deslocalizar para centros maiores e, na área das TIC, tipicamente para os EUA, mas pode nascer e crescer no interior.”

“As boas equipas e os bons projetos surgem em qualquer lugar do mundo, até onde não acreditávamos ser possível

Mas quem é este investidor-anjo em Portugal? “É um investidor que gosta do risco, desde que o possa medir e controlar, com uma perspetiva de retorno para o investimento e, por isso, o seu negócio é vender a participação, mas enquanto está lá vive apaixonado pelo projeto”, explica.

Para tal, basta apenas que os projetos tenham potencial de crescimento. “Um business angel não investe num quiosque de jornais, por muito avançado que seja, ou num café, mas pode investir numa cadeia como a Padaria Portuguesa, que desde o seu início tinha um objetivo muito claro de ter uma loja em cada bairro lisboeta e com esse know-how e sinergias do negócio pode perfeitamente ter um plano de universalização”, explica Miguel Henriques, recordando que o famoso Mc’Donalds começou por ser uma pequena churrasqueira tipo roulote.

“O que os business angels procuram são projetos globais – isso é crítico – e por isso numa grande parte dos casos acabam por investir em projetos de alta tecnologia, até porque uma tecnologia robusta é aquilo que acaba por estar por detrás da diferenciação dos projetos de sucesso”, aponta o presidente da FNABA, que indica o caso da Google que foi lançado numa altura em que existiam já vários motores de busca e acabou por os destronar a todos.

Em suma, em quatro anos foram investidos 42 milhões de euros em 163 start ups com menos de 3 anos de atividade. E quantas destas empresas sobreviveram até hoje? Apesar de não ter contas feitas, Miguel Henriques responde que num investimento deste tipo, “desde que ultrapasse os 10% de sobrevivência é um índice muito bom. Como dizia alguém, ‘se a taxa de sobrevivência for muito elevada é porque não investimos nos projetos bons e certamente que o retorno não será brilhante'”.

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