Web Summit 2019

Cabo Verde quer criar startups para conquistar o mundo

Pedro Lopes, secretário de Estado da Inovação de Cabo Verde. (Foto cedida pela Cabo Verde Digital)
Pedro Lopes, secretário de Estado da Inovação de Cabo Verde. (Foto cedida pela Cabo Verde Digital)

Estratégia Cabo Verde Digital conta com programa de formação em parceria com a Academia de Código e o apoio direto do primeiro-ministro.

Cabo Verde foi o único país africano a apresentar-se com um espaço próprio na Web Summit e não foi por acaso. O país da morna tem uma estratégia para conquistar o mundo através das startups e do desenvolvimento tecnológico. Pedro Lopes, secretário de Estado da Inovação, é o grande responsável pela Cabo Verde Digital, que é apresentada esta sexta-feira em Lisboa e que conta com o apoio direto do primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva.

“A dimensão de Cabo Verde, que antigamente podia ser um fator limitativo, hoje em dia é um fator positivo. A flexibilidade de um país pequeno permite-nos tomar decisões rápidas. Queremos atrair a diáspora, surpreender o mundo e mostrar que num país pequenino no meio do Atlântico estão a fazer-se coisas fantásticas na área das novas tecnologias e desafiar a nossa comunidade local a olhar para todo o mundo”, destaca Pedro Lopes em entrevista ao Dinheiro Vivo.

A estratégia Cabo Verde Digital inclui uma parceria com a Academia de Código, que vai passar por um “projeto de reconversão profissional dos nossos jovens empregados”; lançar uma bolsa, de seis meses, “para apoiar quem está a começar uma startup“; e ainda criar um programa de “soft landing para startups estrangeiras interessadas em apostar no continente africano”.

Academia de Código. Um curso intensivo para mudar de vida

Na Web Summit, o país também esteve a promover “organizações não governamentais, autoridades oficiais e a universidade de Cabo Verde”.

A criação de um ecossistema em Cabo Verde também vai levar à realização de eventos para criar startups. Nos fins de semana de 15-17 e 22-24 de Novembro vão decorrer, em Mindelo e Praia, dois eventos Startup Weekend – parceria entre a Google e a aceleradora Techstars para lançamento de novos negócios.

Além de apoiar startups, a Cabo Verde Digital também quer preparar a população para os desafios tecnológicos. “Queremos ser o primeiro país do mundo a ensinar programação como língua estrangeira. e que as pessoas tenham ferramentas para encontrar soluções para os nossos desafios.”

É por isso que todas as escolas secundárias de Cabo Verde “estão equipadas com um web lab – que chamo de ginásio de geeks. Isto permite a todos os jovens aprenderem a programar e também saber robótica.” Este país lusófono também estar a apostar nas infraestruturas, “sobretudo em cabos submarinos e parques tecnológicos”.

Pedro Lopes apresenta ainda outros argumentos: “As instituições em Cabo Verde funcionam, temos bons índices democráticas, os nossos índices de desenvolvimento são elevados; os espaços para empresas são acessíveis; a mão de obra está bem preparada e com uma taxa de literacia de 95%. Estamos a 1 hora do Senegal, a três horas e meia da Europa; somos o país mais próximo dos Estados Unidos e do Brasil.

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