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Cadernos 1/1: Um negócio feito com a máquina de costura da sogra

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Não foi preciso puxar muito pela cabeça para decidir o que
oferecer a amigos, família e até à namorada. Em vésperas de
Natal, sem grande orçamento e com vontade de fugir a presentes pouco
surpreendentes, Daniel Mendes, 27 anos, decidiu fazer com as próprias
mãos. O que o designer não imaginava era que o sucesso dos cadernos
com capas personalizadas que costurou na máquina Oliva da sogra,
Odete, seria tal que pudesse fazer disto negócio.

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“Para mim, era apenas uma forma de dar boas prendas, mas a
equipa da empresa onde estava a estagiar respondeu com entusiasmo e
toda a gente me incentivou a avançar”, conta. Menos de um mês
depois começou a produzir os primeiros cadernos para vender a
amigos. Hoje vão para todo o mundo.

Desde o início do ano, criou 30 modelos diferentes, a maioria
desenhados por ele e uma pequena parte com colaborações de
ilustradores e artistas como Selma Pimentel, João Jesus e Lobo e
Melro – vendidos no mercado nacional mas também enviados para a
Alemanha, Inglaterra, França, Japão, Estados Unidos, África do
Sul, Espanha e Brasil.

“A mensagem que tento passar é um produto onde consiga
estabelecer uma relação interessante entre o design, a conceção e
a tradição de encadernação com um preço acessível e, acima de
tudo, de boa qualidade.”

Para arrancar com a 1/1, Daniel precisou de 200 euros e da máquina
de costura de Odete. Aconselhou-se com os amigos em relação aos
materiais e conta com dois fornecedores: o responsável pela
impressão das capas e o que vende as folhas. Todos os modelos da 1/1
são edições limitadas e com design particular (cada modelo tem
duas ou três variantes no mesmo estilo de caderno), para que, ao
comprar um, invista no design com que se identifique e possa deixar
de lado os velhos cadernos pretos, que “não representam o dono.”

Sem ter pressa no retorno do investimento, Daniel Mendes acredita
que a expansão é um processo natural que recusa forçar. “O meu
objetivo é ter uma gama muito variada de modo a conseguir chegar aos
gostos de todos os possíveis clientes. Mas a industrialização não
faz parte dos sonhos da 1/1. Não quero perder o prazer de os fazer
eu mesmo.”

http://umbarraum.com/

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