Cantê. Marca de roupa de praia vence confinamentos e já está com os pés na areia

A Cantê assegura metade das vendas através da plataforma online. Clientes são nacionais, mas também já conta com encomendas provenientes de Espanha, Reino Unido, Alemanha e Brasil.

A Cantê, a primeira marca portuguesa de swimwear, já pôs o pé na areia. Sem receios da pandemia, as empreendedoras Mariana Delgado e Rita Soares lançaram logo na primavera a nova coleção de verão, ainda o País estava confinado. Mas a vontade das portuguesas de regressar à praia, e aos dias de sol e calor, era maior do que o espírito de recolhimento e houve peças que esgotaram.

Nada a que as jovens criadoras não estejam habituadas e, por isso, têm já em preparação o lançamento de novos artigos. Neste período de crise sanitária, a loja online tem sido um veículo privilegiado pelas clientes, mas a marca já reabriu o seu espaço comercial no Chiado, em Lisboa.

Vendas de um milhão

Segundo Rita Soares, a coleção deste ano vem reforçar o ADN da marca, que assenta numa filosofia de vida descontraída, alegre, de sol, areia e mar, e onde a temática da sustentabilidade assume um lugar de relevo. "Em 2021, procurámos que esses valores se sentissem ainda mais nas peças" e, exemplo disso, são os artigos de swimwear fabricados com licras recicláveis ou as bolsas para os biquínis feitas com reaproveitamentos de tecidos. Como realça, a Cantê só trabalha com fábricas certificadas (todas portuguesas) e com fornecedores de materiais com consciência ecológica. Neste momento, a oferta integra a linha de mulher e de criança, mas em breve estará também disponível a coleção de homem.

A Cantê, que está a comemorar o seu 10.º aniversário, tem conseguido ultrapassar os desafios dos dois confinamentos já registados no País. Desde o início da pandemia, a loja do Chiado - uma montra de relevo da marca - já foi obrigada a fechar as portas por cerca de cinco meses. Contudo, revela Mariana Delgado, as vendas até aumentaram 10% em 2020, ultrapassando o milhão de euros. Um impulso que veio da internet. "As pessoas estavam muito disponíveis para comprar online, precisavam acreditar que íamos ter verão e voltar ao normal. Os biquínis eram a esperança", diz.

A grande maioria das clientes da loja digital são portuguesas, mas a Cantê recebe encomendas de vários mercados externos. Como adianta Rita Soares, tem "vendas para Espanha, Reino Unido, Suíça, Alemanha, Estados Unidos, Brasil", entre outros destinos. Este canal vale metade da faturação da empresa.

Para o atual exercício, as estimativas de negócio são prudentes. "2021 ainda não é ano para termos grandes expectativas, se conseguirmos faturar o mesmo de 2020 já é positivo", confidencia Rita Soares. É que, apesar de a Cantê já estar com um pé na areia, tem-se debatido com alguns atrasos nos fornecimentos dos tecidos e também dos produtos, devido aos surtos de covid que vão surgindo, afetando a resposta pronta dos parceiros.

Da arquitetura para a praia

Cantê (interjeição popular que significa "quem dera", "oxalá" "que tudo passe!") - poderão dizer as duas jovens empreendedoras que, em 2011, depois da viagem de finalistas do curso de arquitetura ao Brasil decidiram que as suas veias artísticas seriam mais bem empregues na criação de biquínis e acessórios de praia. E não se arrependeram. O negócio, que criou 15 postos de trabalho diretos, tem vindo sempre a crescer.

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