empreendedorismo

Carnegie Mellon Portugal leva quatro equipas de empreendedores aos EUA

João Claro, diretor nacional do Programa CMU Portugal. Fotografia: D.R.
João Claro, diretor nacional do Programa CMU Portugal. Fotografia: D.R.

A edição de 2016 do inRes, do Programa Carnegie Mellon Portugal vai levar quatro equipas de empreendedores durante sete semanas aos Estados Unidos,

As equipas de empreendedores All in Surf, Helppier, Smart Insole e Tactile Wireless Evolution (TWEvo), já estão nos Estados Unidos ao abrigo do programa Carnegie Mellon Portugal (CMU Portugal), financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia.

A 3ª edição do inRes, iniciativa de aceleração de negócios do Programa Carnegie Mellon Portugal (CMU Portugal), financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia, permite que as quatro equipas de empreendedores permaneça, nos EUA até novembro (sete semanas), além de vários seminários, workshops e sessões hands-on, os participantes terão a oportunidade de participar em conferências e eventos de relevo internacional, o que lhes irá permitir reforçar bastante a sua visibilidade e capacidade de networking.

Além da experiência em Pittsburgh, os empreendedores terão a oportunidade de regressar aos Estados Unidos para realizar uma imersão de uma semana no ecossistema de Silicon Valley, num programa a decorrer já no próximo ano.

João Claro, diretor nacional do Programa CMU Portugal, explicou ao Dinheiro Vivo a importância desta passagem pelos EUA, “porque se trata de um programa de capacitação de equipas de tecnologia e informação, que procura contribuir para resolver problemas comuns. Em Portugal a densidade de clientes, bem como de industria é pouca, ao contrário dos EUA”.

Assim, “os empreendedores portugueses podem acelerar o seu negócio através de contactos, do mercado, da concorrência, que lhes permitirá desenvolverem-se e além disso, com um cartão internacional”, importante nesta área.

João Claro refere que esta é a terceira edição do inReds, uma vez que a de 2012 foi uma iniciativa piloto, “através da qual afinamos o que ainda não estava bem, e a seguir arrancamos a fundo com o programa, sempre com quatro equipas”. Das oito equipas que já participaram, afirma “que estão em grande forma, umas numa fase mais desenvolvida que outras, mas muito bem”.

O diretor nacional do Programa CMU Portugal, frisa, que esta iniciativa não se prende com investimento internacional, “uma vez que na fase em que estão os empreendedores por nós selecionados ainda não necessitam de investimento externo, o interno é suficiente, mas o importante são os contactos com clientes, parceiros e possíveis investidores”.

Sublinha ainda, que os empreendedores são depois acompanhados por mentores, que apoiam numa questão fundamental, como a gestão. Antes olhava-se para a gestão de um projeto desta área como a de qualquer outro negócio, mas não é assim, tem especificidades diferentes, e fases diversas, e o gestor tem que sair da secretária e ir para a rua, para a realidade”.

As equipas

Para a All in Surf, de Márcio Borgonovo-Santos, a expectativa para esta imersão nos Estados Unidos é desenvolver as capacidades empreendedoras e aumentar as redes de contatos. “Forçosamente, queremos sair da nossa zona de conforto para absorver a cultura norte americana e desbravar o mundo dos negócios,” refere. A All in Surf aplica às atividades desportivas de deslize aquático tecnologia que maximiza a eficácia e facilita a aplicação prática de múltiplas medições. Seja através da melhoria dos treinos, dos materiais ou dos equipamentos, a All in Surf procura sempre o aperfeiçoamento da prática desportiva.

Daniela Lopes e Marco Garcia são os participantes da Helppierm dizem que “o programa inRes tem feito um ótimo trabalho em potencializar a Helppier. As nossas expectativas são bastante elevadas visto ser uma excelente oportunidade para explorar novos mercados relacionados com o customer care e para conhecer um ecossistema único de networking, especialistas, investidores e potenciais clientes nos Estados Unidos. Acreditamos que este programa trará valiosas ideias, feedback e conhecimentos para a internacionalização e desenvolvimento do nosso negócio.” A Helppier, está a desenvolver um serviço de software online que permite criar ajudas interativas para um site ou aplicação web, num curto período de tempo.

Para Carlos Ribeiro e Eduardo Castañeda, da TWEvo, “a imersão em CMU é uma ocasião única para discutir o projeto neste ecossistema de empreendedorismo. Com o apoio desta comunidade esperamos encontrar os parceiros necessários para o sucesso.” Em desenvolvimento está um sistema que melhora a velocidade e a qualidade da transmissão vídeo de drones, em direto.

A Smart Insole está a trabalhar numa palmilha flexível equipada com sensores que permite a adaptação de qualquer tipo de calçado, de acordo com as necessidades do utilizador. “A nossa expectativa é evoluir. Vamos com imensa vontade de mostrar o nosso produto, mas com mais vontade ainda de trazer nele refletido tudo o que nos for dito pelas pessoas com as quais contactarmos”, referem Pedro Lopes e João Lourenço.

Nesta edição, a equipa de especialistas do inRes tem contado com o envolvimento de Robb Myer, empreendedor residente da Carnegie Mellon University (CMU), e fundador e ex-presidente da startup de sucesso NoWait. Robb Myer tem sido mentor de dezenas de equipas e possui longa experiência empresarial na área tecnológica.

Além de João Claro e de Robb Myer, entre os especialistas envolvidos nesta terceira edição destacam-se também Dave Mawhinney, recentemente nomeado diretor executivo do Centro Swartz de Empreendedorismo, Kit Needham, do acelerador “Project Olympus”, e Tara Branstad e Reed McManigle, do Centro de Transferência de Tecnologia e Criação de Empresas da CMU.
Sobre o Programa “Entrepreneurship in Residence”, (inRes)

Programa Carnegie Mellon Portugal

A missão do Programa CMU Portugal é colocar o país na vanguarda da inovação em áreas focadas de tecnologias de informação e comunicação, através da investigação de ponta, da excelência na formação pós-graduada e de uma ligação muito próxima com a indústria portuguesa. O Programa, financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia, resulta de uma colaboração entre o governo português e a universidade norte-americana de Carnegie Mellon na área das Tecnologias de Informação e Comunicação, iniciada em outubro de 2006 e já renovada até 2017.

Esta parceria internacional abrange mais de 300 estudantes de Mestrado Profissional e de Doutoramento de grau dual, compreende cerca de 50 projetos de investigação, selecionados por via competitiva, e tem mais de 120 empresas parceiras.

O Programa impulsionou a criação do Instituto de Tecnologias Interativas da Madeira e de 11 start-ups: Dognaedis, Feedzai, Geolink, Mambu, Orange Bird, Prsma, RedLight Software, Sentilant, Streambolico, Veniam e Virtual Traffic Lights.

A CMU é uma universidade privada de investigação norte-americana com mais de treze mil alunos que participam nos programas de Engenharia, Ciências da Computação, Robótica, Gestão, Políticas Públicas, Artes e Humanidades. A universidade tem polos em Pittsburgh (Pensilvânia), Silicon Valley (Califórnia) e Doha (Catar), e tem vindo a consolidar uma posição global, reconhecida em todo o mundo, nomeadamente através de vários rankings. A CMU tem ainda programas de educação na Ásia, Austrália e Europa.

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