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Cartões de cliente já eram. Chegou Loyty

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Pensar que o cartão de cliente garante o regresso de um cliente
só porque lhe mandou um email a dizer que a loja está aberta ou que
tem promoções é coisa do passado.

Alfredo Costa Neto, 53 anos, diz
que o namoro com o cliente vai muito além da inserção de novos
nomes numa mailing list ou num excel com números de telefone.
Repare: um cliente entra na sua loja e compra um dos seus produtos.
Ao pagar, você pede-lhe um email, um número de telefone, o que
seja, para o incluir na base de dados dos clientes. Depois, sem
qualquer critério, de cada vez que quer comunicar as férias, as
promoções ou qualquer outra novidade da loja, envia um email ou um
sms a esse cliente. O que é que acontece? O mais provável é que o
cliente, vendo que é só mais um entre muitos outros, decida pedir
para ser retirado da mailing list.

Foi a pensar nestes cartões de
cliente e nestas listas de contactos indiscriminadas que Alfredo da
Costa Neto, 53 anos, criou a Loyty. E garante que um cliente
fidelizado pelo sistema tende a comprar mais 37% do cabaz de compras
do que um cliente comum.

“A busca pela inovação é uma constante no dia a dia da
empresa e percebemos que chegámos a uma altura em que o software de
gestão já é uma commodity. Havia necessidades na área da
fidelização porque não basta associar as vendas aos cartões de
cliente, sentíamos que era preciso mais.”, explica ao Dinheiro
Vivo o fundador do grupo Eisa que, há 24 anos, se dedica a criar
produtos de software de gestão.

Há quase dois anos, Alfredo começou a trabalhar no novo projeto:
juntou uma equipa de cinco pessoas da empresa mãe e fundou a Loyty.
“Gastámos algum tempo a estabelecer algoritmos. Quatro pessoas de
desenvolvimentos e uma de gestão de projeto estiveram 100% dedicadas
à nova empresa.”

A primeira preocupação foi construir uma plataforma aberta, ou
seja, a possibilidade de que qualquer empresa, independentemente do
software de gestão que usasse antes, pudesse ver respondidas as suas
necessidades através da Loyty.

Partindo da ideia tradicional da existência de um site ou ponto
de venda físico, o Loyty criou as ferramentas que permitem analisar
os clientes e as suas compras, associa-lhes um marcador – que pode
ser um cartão de cliente, um número de telefone ou um email, entre
outros – e cria a ligação entre o nome e as suas características.
Isso permite que, a partir da plataforma, se mantenha uma porta
aberta a todos os clientes, independentemente dos seus gostos,
necessidades e compras já feitas. O que, por sua vez, cria a
possibilidade de saber como é que o cliente se desloca até à loja,
quantas vezes o faz e o valor que representam as suas compras. Além
de que torna possível definir o cliente e prever até o que vai
comprar a seguir. “Isso permite que, por exemplo, uma sapataria
possa enviar as novidades das botas amarelas a um cliente cujo
produto preferido são botas amarelas. O cliente compra mais cedo e o
valor médio de compra aumenta, em média, 36,5%”, explica Alfredo.

O Loyty desenvolveu o conceito de premiar o cliente com benefícios
direcionados a cada um e, ao mesmo tempo, reforça a comunicação
e torna-a sistematizada. “Cria quase uma relação um para um com o
cliente”.

Desde há um ano que o investimento, garante Alfredo, ainda não
parou, mas não avança valores. No entanto, o responsável diz que
uma empresa pode ter acesso ao software da Loyty a partir de 50 euros
por mês. E garante que, com a ferramenta, as empresas veem
resultados quase imediatos. Em três meses, por exemplo, a Seaside
aumentou 150 mil cartões de cliente o que significou uma faturação
de 100 mil euros.

“Estes projetos começam por ser direcionados para empresas de
grande dimensão mas claramente, uma das apostas da Loyty é partir
de grandes organizações e adaptar as aprendizagens e os
métodos a pequenos negócios que constituem a maioria do tecido
empresarial português e que, por isso, se tornam alvos importantes
para o nosso produto.” A estratégia de crescimento e expansão
passa também pelo mercado internacional. A equipa da Loyty tem como
primeira aposta além fronteiras os países da América Latina.

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