Chefes intragáveis. Como livrar-se deles e ainda ter emprego depois

CEO mais novos são menos desconfiados
CEO mais novos são menos desconfiados

Na comédia Chefes Intragáveis, três gestores terríveis fazem a vida negra aos empregados. O primeiro é um executivo cruel que acena com promoções (que nunca acontecem) para conseguir tudo o que quer. O segundo é um viciado em cocaína que herdou o negócio de família. A terceira é uma ortodontista que assedia sexualmente o assistente. As vítimas não podem demitir-se, precisam do trabalho, por isso traçam um plano para acabar com os patrões.

Na vida real, um mau chefe é matéria para uma tragédia, não para comédias. Estudos revelam que metade dos trabalhadores americanos não se sentem realizados e isso é maioritariamente culpa de maus gestores.

E o pior não são os insultos. Os maus gestores querem controlar. Esperam que os seus subordinados estejam sempre disponíveis e atinjam objectivos irrealistas com recursos mínimos. Quando o trabalho é entregue, deixam-no sobre a secretária, só para mostrar que o prazo era artificial e o stress desnecessário.

A melhor cura para um mau chefe são boas companhias. As empresas que promovem relações fortes entre colegas enfraquecem o controlo dos gestores e tornam mais provável a exposição dos pecados deles a quem possa travá-los. Jane Dutton, líder do movimento de psicologia positiva e professora da Universidade do Michigan, diz: “Os gestos mais simples podem humanizar o escritório e aumentar a produtividade.”

Veja-se o caso de Pierre (chamemos-lhe assim), destacado para reestruturar uma subsidiária regional que tinha sempre maus resultados. O CEO para a região, um tirano, pôs Pierre num escritório na cave, não lhe deu equipa e ignorou-o. Os chefes disseram-lhe que resolvesse o assunto. Depois de uns dias deprimido, Pierre pegou nas suas coisas e mudou-se para o escritório minúsculo ao lado do do CEO. Contratou um assistente – sem história ou lealdades com ninguém do escritório – e começou a construir relações.

Identificou os melhores funcionários, os relativamente imunes ao controlo do CEO, e reuniu-se com eles, revelando dados sobre produtividade e ideias para fazer crescer o negócio. Pouco depois, eles lideravam os colegas e faziam mudanças importantes. Como o CEO não controlava Pierre, não pôde impedir a mudança, acabando por tornar-se irrelevante – mais tarde, despedido por corrupção.

No filme, os amigos ajudaram-se e os patrões acabaram por cair nas suas próprias armadilhas. A vida real não é tão dramática – ou divertida -, mas há uma lição a aprender: A melhor cura para um chefe intragável são colegas fantásticos.

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