Com 25 mil euros, Mariana começou a imprimir móveis

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Quando Mariana Silva veio dos Açores para Lisboa estudar na
Faculdade de Belas-Artes, trilhou o caminho de milhares de estudantes
que chegam à capital. Alugou um quarto para morar, mas faltavam-lhe
algumas peças de mobiliário.

Na altura os Armazéns do Chiado
estavam em obras e foi de lá que Mariana trouxe um pedaço de
contraplacado com que fez a primeira peça. Estava lançado o embrião
da CUT Furniture, uma ideia em que o processo de fabricação de
mobiliário é reduzido ao mínimo: não são utilizadas ferragens,
cola ou parafusos, tudo é feito numa só máquina chamada fresadora
CNC (computer numerical control). Basicamente, e de uma forma
simplista, esta máquina funciona quase como uma impressora: lê o
desenho e executa a peça. Com menos material, menos mão de obra,
menos ferramentas e menos espaço nasceu um novo conceito de
mobiliário. Vencer o Prémio Nacional de Indústrias Criativas em
2009 foi, para Mariana Silva, decisivo para transformar esta ideia de
design num negócio a sério.

Saiba mais sobre o Prémio Indústrias Criativas. Leia aqui

O dinheiro que recebeu permitiu-lhe apostar em rasgar fronteiras,
com o lançamento internacional a acontecer em Tóquio. O facto de
este ser um mercado de nicho só por si já é difícil. Mas Mariana
Silva diz que, ainda assim, sente o entusiasmo das pessoas, que já
reconhecem o seu produto. Que fica pronto em poucos minutos.

O Safe City

Carlos Rebelo é um dos responsáveis pelo projeto Safe City, que
recebeu uma menção honrosa por parte do júri do prémio. A ideia
surgiu em Barcelona, cidade onde pela primeira vez deu com uns avisos
junto às passadeiras sobre o número de atropelamentos mortais. Foi
o clique para o desenvolvimento de um simulador com fins educativos e
de entretenimento, destinado a um público entre os 6 e os 12 anos. É
um projeto ambicioso a que a menção honrosa conquistada no Prémio
Nacional de Indústrias Criativas veio dar mais visibilidade.

Claro que agora falta o próximo passo, arranjar financiamento
compatível. Já foram feitas algumas diligências, designadamente no
Reino Unido, mas a verdade é que passar de um protótipo para um
produto final não é fácil.

É este empurrão decisivo que o Prémio Nacional de Indústrias
Criativas pode proporcionar. As regras são simples. Pode
participar-se individualmente ou em grupo, estando ainda aberto a
pequenas e a micro- empresas em fase de expansão e com sede em
Portugal. O modelo de negócio deve incidir nos sectores associados
ao conceito de indústrias criativas e ser aplicável em áreas como
o ambiente, a cultura, o desporto ou a educação. Os projetos a
apresentar, para lá de inovadores, devem ter viabilidade económica
e financeira, permitindo a criação de novos postos de trabalho
qualificado e potenciando a criatividade nacional nos mercados
nacional e internacional.

Vencer o Prémio Nacional de Indústrias Criativas, para além da
oportunidade de ver um novo projeto de negócio implantado, permite
ao vencedor representar Portugal no concurso internacional Creative
Business Cup, que seleciona o melhor empreendedor a nível mundial.
Os finalistas beneficiam do acesso à incubadora virtual de
Serralves. Mãos à obra.

Abertas as candidaturas ao Prémio Nacional de Indústrias
Criativas

O Prémio Nacional de Indústrias Criativas (PNIC) Super
Bock/Serralves assinala este ano a 5.ª edição e, uma vez mais, a
Unicer associa-se ao evento através do seu Laboratório Criativo,
que tem vindo a premiar a inovação em Portugal. As candidaturas
poderão ser entregues até 7 de abril, com o vencedor a ser
anunciado no próximo mês de outubro.

Nascido da associação entre a empresa e as indústrias
criativas, este laboratório temático está sempre ligado à
atividade da Unicer e das marcas que lhe estão associadas, acabando
por dar origem ao PNIC.

Este prémio é uma história de sucesso e só em 2012 recebeu 443
candidaturas, mais do que o conjunto das três edições anteriores.
Foi também um ano de viragem, uma vez que evento se
internacionalizou, com o vencedor a representar Portugal no concurso
mundial Creative Business Cup, onde foi selecionado o melhor
empreendedor a nível mundial. O projeto levado a concurso, designado
Uniplaces, acabou por ser reconhecido com o prémio dos seus pares e
do público.

Visando demonstrar o caráter empreendedor dos portugueses no
desenvolvimento de negócios, alguns deles com potencial de
internacionalização, o PNIC, realizado em parceria com a Fundação
de Serralves, no Porto, tem uma rede de parceiros que conta com a
Associação Nacional de Jovens Empresários (ANJE), o BPI, a Agência
de Inovação (ADI), a Escola Superior de Artes e Design (ESAD), a
Fundação da Juventude, o IAPMEI, a Brand New Box, a Universidade
Católica do Porto/Escola das Artes e a Universidade do Porto. Nas
quatro edições já realizadas, foram avaliados cerca de 900
projetos. O número de candidaturas tem vindo a aumentar de forma
significativa de ano para ano.

Em 2012, o PNIC foi o vencedor nacional dos prémios Europeus de
Promoção Empresarial 2012, na categoria Promoção do Espírito do
Empreendedorismo, distinção que o levou a representar Portugal na
final europeia do concurso, que se realizou no Chipre.

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