Conheça as fazedoras que se destacam nas startups em Portugal

Selecionámos várias mulheres que lideram startups em Portugal ou que estão do lado do investimento no ecossistema nacional.

Ainda há um longo caminho a fazer até que mulheres e homens estejam em igualdade no mundo da tecnologia e do empreendedorismo. Neste 8 de março, Dia Internacional da Mulher, selecionámos mais de uma dezena de fazedoras, que lideram startups em Portugal ou que estão do lado do investimento no ecossistema nacional.

Empreendedoras

Daniela Braga - DefinedCrowd

Antes de lançar a DefinedCrowd, em 2015, Daniela Braga foi professora universitária e investigadora no Porto e em Espanha, esteve sete anos na Microsoft (Portugal, China e Estados Unidos) e passou por uma empresa de soluções de voz para a indústria automóvel nos Estados Unidos. Aí, liderou uma equipa de 15 pessoas e esteve a desenvolver soluções de machine learning. A DefinedCrowd purifica os dados para depois os utilizar em sistemas de inteligência artificial, como a Alexa.

Romana Ibrahim - Keep Warranty

Licenciada na área de saúde, Romana Ibrahim acabou por virar-se para o mundo do empreendedorismo, estando associada a empresas das áreas de trading, business intelligence e imobiliário em Portugal, Angola. Em 2017, fundou a Keep Warranty, sistema que permite guardar faturas e garantias mas que também disponibiliza, desde 2020, seguros para equipamentos eletrónicos.

Carolina Amorim - EmotAI

Com formação em Engenharia Biomédica, Carolina Amorim estava a trabalhar numa investigação na área de computação afetiva - que tem em conta as emoções para a criação de software - quando começou a surgir a ideia para a EmotAI. Esta startup desenvolveu uma solução que ajuda jogadores de eSports a aumentar o foco e o envolvimento no jogo.

Daniela Seixas - Tonic App

Uma carreira na Medicina, com especialização em Neurorradiologia, doutoramento em Neurociências e ainda professora auxiliar na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto. Tudo indicaria que Daniela Seixas iria continuar nos corredores do hospital, escreveu em 2017 o Observador. Mas em 2015 a entrada num MBA na escola de negócios espanhola IE Business School deu origem à Tonic App, aplicação móvel para promover a comunicação entre médicos, instituições hospitalares (cada vez maiores e mais complexas), associações profissionais e a indústria farmacêutica e de dispositivos médicos.

Veronica Orvalho - Didimo

Foram 15 anos a trabalhar em pesquisas inovadoras em computação gráfica, que resultaram em invenções que foram usadas pela Universal Studios, Sony, Microsoft, Amazon e outros projetos de investigação financiados por fundos europeus. Veronica Orvalho agarrou nesta experiência para fundar, em 2016, a Didimo: esta startup desenvolveu um sistema que cria versões digitais de alta fidelidade de qualquer ser humano.

Joana Paiva, Paula Sampaio e Mehak Mumtaz - iLoF

Joana Paiva e Paula Sampaio estiveram vários anos no instituto de engenharia INES TEC a utilizar a tecnologia fotónica na análise de microplásticos na água. Mal saberiam que, entre 2018 e 2019, acabariam por fundar, em conjunto com Luís Valente, a iLoF, startup que utiliza essa mesma tecnologia para desenvolver soluções na área da Saúde. A Joana, Luís e Paula acabou por juntar-se Mehak Mumtaz.

Wendy van Leeuwen e Kristina Palovicova - Secret City Trails

E se pudesse conhecer a cidade ao vivo através de um peddy-paper no telemóvel? Esta foi a premissa para a neerlandesa Wendy van Leeuwen e a eslovaca Kristina Palovicova criarem a startup Secret City Trails em 2016. As duas fazedoras criaram a empresa em Amesterdão mas acabaram para mudar-se para Lisboa em 2018. Nunca mais saíram de Portugal e têm o jogo espalhado por toda a Europa.

Daniela Simões - Miio

Quem tem um carro elétrico e precisa de saber onde estão os carregadores mais próximos já deve ter utilizado a Miio. Esta aplicação móvel tem Daniela Simões entre os fundadores. A ex-aluna da Universidade de Aveiro é a responsável de operações desta plataforma, que é uma criação da startup Muvext.

Investidoras

Cristina Fonseca - Indico Capital Partners

O mundo do empreendedorismo já a conhece há quase uma década. Formada em Engenharia de Telecomunicações e Informática pelo Instituto Superior Técnico, Cristina Fonseca fundou, em 2011, em conjunto com Tiago Paiva, a Talkdesk, plataforma que ajuda as empresas a personalizarem o atendimento telefónico aos clientes com um sistema na cloud.

Cristina saiu da Talkdesk ao fim de cinco anos e virou-se para a área de investimento: em 2018, fundou a sociedade de capital de risco Indico Capital Partners, em conjunto com Stephan Morais e Ricardo Torgal. Desde abril de 2019 é ainda administradora não-executiva da Galp.

Ana Paula Reis e Lurdes Gramaxo - Bynd Venture Capital

Ana Paula Reis estudou no ISCTE, fez um MBA na Universidade de Navarra e completou um programa executivo na Harvard Business School Executive Education. Está na sociedade de capital de risco portuguesa Bynd Venture Capital desde 2018, depois de mais de 12 anos em empresas e de 16 anos como empreendedora. Em 2020, Ana lançou a BridgeWhat, plataforma digital que tem como objetivo impulsionar o crescimento sustentável das empresas, fazendo a ponte entre as necessidades destas e diversos especialistas.

Lurdes Gramaxo estudou Economia e Psicologia na Universidade do Porto. Após uma carreira de mais de 20 anos em vários cargos de gestão numa multinacional com sede nos Países Baixos, juntou-se à Bynd em 2015.

Sofia Santos - Faber Ventures

Formada em Psicologia e Organização Socia pelo ISCTE, Sofia Santos é a representante feminina da sociedade de capital de risco portuguesa Faber Ventures desde 2013, depois de praticamente uma década dedicada à área dos recursos humanos.

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