Coverflex: Empresas e trabalhadores com compensações flexíveis

Quatro experientes fazedores reuniram numa plataforma todos os benefícios para lá do salário base. O funcionário pode gastar as vantagens com um cartão ou aplicação.

A Coverflex quer mudar a forma como as empresas atribuem compensações aos seus trabalhadores. Esta startup portuguesa criou uma plataforma que reúne todas as componentes para lá do salário base, como benefícios, seguros, subsídios de refeição e descontos. Há menos impactos fiscais para os empregadores e os funcionários poderão utilizar as compensações através de um cartão de crédito ou de uma aplicação móvel.

Com uma equipa remota de 30 pessoas, que deverá duplicar até ao final do ano, a empresa recebeu um investimento de cinco milhões de euros e já conta com mais de três mil beneficiários, de mais de uma dezena de empresas.

A Coverflex foi fundada por quatro experientes fazedores portugueses: Miguel Santo Amaro (ex-Uniplaces e presidente executivo), Nuno Pinto (ex-Kide e responsável de negócio), Rui Carvalho (ex-Unbabel e responsável operacional) e Luís Rocha (ex-TUI Musement e responsável de marketing).

"Os custos com pessoal representam boa parte das despesas das empresas. Apesar de o trabalho estar a mudar, a forma como olhamos para esta compensação é muito pouco flexível. Na Coverflex, tentamos ajustar estes benefícios à realidade", destaca Miguel Santo Amaro. A plataforma promove a ligação entre trabalhadores, empresas e potenciais fornecedores de serviços e produtos.

O produto-base chama-se Wallet e é a opção mais completa para trabalhadores e empresas. "É uma autêntica carteira de benefícios, incluindo o cartão refeição; seguro de saúde, de vida e de acidentes de trabalho; benefícios com isenções fiscais em creches, saúde, passes de transportes e tecnologia; e ainda uma rede de descontos com mais de uma dezena de parceiros. As empresas pagam seis euros por mês por cada trabalhador incluído.

Os benefícios poderão ser usados da forma que empresas e trabalhadores quiserem, através de um cartão Visa e de uma aplicação móvel. Pagar a conta da farmácia é uma das hipóteses. "Queremos dar liberdade de escolha para as pessoas usarem os seus benefícios, com toda a transparência. Somos uma solução real e fidedigna."

A partir da solução principal, a Coverflex está a criar opções mono-produto, como o cheque infância, uma solução que servirá exclusivamente para as empresas poderem emitir um vale infância aos trabalhadores com filhos. Isento de taxa social única e de IRS, esse vale não tem custos para as creches e escolas aderentes; a comissão para as empresas é de 2%. Nos próximos meses, será lançada a opção exclusivamente para o subsídio de refeição.

A Coverflex nasceu em 2019, como uma opção de seguros flexível para empresas e benefícios para trabalhadores. Miguel Santo Amaro tinha acabado de sair da liderança executiva da Uniplaces e Nuno Pinto tinha vendido a startup Kide. A solução foi apresentada na Web Summit de 2019, mas no ano seguinte tudo mudou.

Em março de 2020, já em pandemia, juntaram-se os outros dois fundadores (Rui Carvalho e Luís Rocha, ambos no mercado). Foi aí que a Coverflex ganhou corpo, fechou a ronda de investimento e contratou logo 30 pessoas.

Com ambição global e vontade de dominar a categoria de compensação, a startup está a trabalhar com duas consultoras na avaliação dos requisitos legais para começar a tratar das compensações noutros países.

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