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Critical Materials. Aprender com o passado para antecipar o futuro

Software nacional poupa gastos em manutenção e segurança.
Software nacional poupa gastos em manutenção e segurança.

Empresa criou software Proddia, que permite às empresas poupar dinheiro através da análise e antevisão de riscos nos materiais e equipamentos

As pás dos aerogeradores podem contar uma história. Duvida? Com recurso à tecnologia desenvolvida pela Critical Materials é possível saber exatamente onde estão os defeitos das pás e até prever o aparecimento dos mesmos, de maneira a poder antecipar uma manutenção mais demorada ou dispendiosa. Com a “magia” do software, dizem, a empresa portuguesa analisa o passado e o presente e antecipa o futuro. Uma espécie de bola de cristal para o que aí vem, com recurso ao que passou.

“Na prática, desenvolvemos a tecnologia que permite saber o estado dos materiais e de estruturas quando eles estão em serviço, com aplicações a vários sectores, em particular na aeronáutica e Defesa mas também na energia”, esclarece Gustavo Dias, cofundador e CEO da empresa.

Fundada em 2009, a Critical Materials nasceu de uma ideia que vem da época académica dos seus fundadores. “O algoritmo que está por trás do Proddia [app desenvolvida pela empresa que concorre ao PIN] começou a ser desenvolvido algures em 2002. Portanto, muita coisa já evoluiu. O início foi muito semelhante ao de qualquer startup. Um algoritmo ainda não é um produto e, por isso, foi necessário pegar nesse conhecimento e transformá-lo num produto adequado ao dia-a-dia dos clientes e dos parceiros”, explica Gustavo sobre o software aplicado sobretudo a projetos de aeronáutica, espaço, defesa e energia, sobretudo à geração eólica em terra e no mar.

Com sede em Guimarães e presença comercial em mercados como Reino Unido e Brasil, toda a engenharia da empresa é feita em Portugal por 25 trabalhadores da Critical Materials, entre engenheiros mecânicos, de materiais, de software, físicos e matemáticos. Em 2014, a empresa faturou um milhão de euros, um crescimento de 12% face aos resultados do ano anterior. Os planos passam por crescer, a partir de Guimarães, para o mundo inteiro.

“O nicho de mercado em que estamos tem grande potencialidade de crescimento, exatamente porque estamos a poupar dinheiro às pessoas, aos operadores que têm equipamentos muito caros de adquirir e de manter. Este tipo de tecnologia traz inteligência a todos os processos de manutenção“, justifica Gustavo Dias.

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