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Cuizeat. Cozinha saudável sem perder tempo nas compras

Jay Wong, João Cavaco e Bernardo Sousa de Macedo são os fundadores da Cuizeat. (PAULO SPRANGER/Global Imagens)
Jay Wong, João Cavaco e Bernardo Sousa de Macedo são os fundadores da Cuizeat. (PAULO SPRANGER/Global Imagens)

Alimentos provenientes de produtores locais e regionais são entregues no domicílio, em Lisboa. As receitas são elaboradas por nutricionistas.

A Cuizeat quer pôr as famílias portuguesas a comer de forma saudável com o mínimo de trabalho possível. Esta startup criou um negócio de entrega de ingredientes para a confeção de pratos saudáveis. Os produtos são provenientes de mais de 30 produtores locais e regionais e são entregues conforme as receitas elaboradas por nutricionistas e escolhidas pelo cliente.

Em meio ano, a empresa já vendeu mais de 3500 refeições e o mercado espanhol está na mira nos próximos anos.

Todo o processo é feito através da página da plataforma: procura-se um plano alimentar, escolhem-se as receitas e é apresentada uma lista com os ingredientes. Depois de o cliente confirmar se está tudo correto, os produtos são enviados para a morada pretendida. As entregas são feitas duas vezes por semana.

Os planos alimentares abrangem sobretudo as dietas veggie, vegetarianas, sem glúten ou simplesmente saudáveis. Na mira desta startup estão os “casais com 30 a 40 anos, com ou sem filhos”, mas também “os solteiros e os idosos poderão ser mercados interessantes”. O modelo de negócio baseia-se numa percentagem do valor recebido por cada caixa.

Esta plataforma aposta num mercado onde não faltam soluções, como a entrega de refeições ao domicílio, os supermercados online ou mesmo os frequentadores de restaurantes.

Só que a Cuizeat está a trabalhar para um nicho de mercado: “Queremos que seja mais fácil cozinhar comida saudável. As pessoas que trabalham e que se preocupam com a alimentação saudável não têm tempo para ir ao supermercado, preparar e planear as refeições”, justificam Bernardo de Sousa Macedo, Jay Wong e João Cavaco, os três fundadores deste negócio, instalado em Lisboa.

Também há vários desafios logísticos e ambientais para a Cuizeat. Na fase de arranque, para garantir o stock, ainda tem de recorrer a fornecedores internacionais com comida saudável para que nada falte aos clientes.

Também há ainda muitos produtos que chegam aos consumidores enrolados em plástico “por questões sanitárias”. Neste campo, a empresa está a criar parcerias para que os produtores mais pequenos evitem o plástico nas entregas.

Esta não é a primeira vez que os três fazedores apostam na entrega das caixas com alimentos para cozinhar em casa.

“Só que o comportamento do consumidor e o interesse em propostas de valor não está igualmente distribuído em todo o mundo. O que é moda a nível mundial não o é em Portugal. Entendemos que tínhamos de nos focar no nicho da comida saudável e em alguns subsetores.”

Atualmente com quatro pessoas, a Cuizeat vai duplicar a equipa em 2020 e prepara-se para a primeira ronda de investimento – em fase seed [semente] – com capital externo, depois de ter recorrido até agora apenas a capitais próprios.

A entrada no mercado espanhol será feita nos próximos anos, assim que a fase de crescimento em Lisboa estiver mais consolidada.

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