Inovação

Data Rede. Uma solução que gere lugares de estacionamento como ninguém

Luís Sousa, administrador da Data Rede.
Luís Sousa, administrador da Data Rede.

Criaram um projeto para facilitar a gestão de estacionamentos de superfície. O sistema, que nasceu na Madeira, já conquistou cidades em Portugal e em Espanha e prepara-se para lançar um projeto-piloto nos Estados Unidos. Gere atualmente mais de 500 mil lugares

A sensação de que todos sabem onde estacionaram o carro pode, à primeira vista, causar algum ceticismo. Mas quando se comprova que a informação facilita a comunicação e simplifica a vida dos utilizadores de parques de estacionamento, o caso muda de figura? Foi nisso que pensou a Data Rede, empresa fundada em 1996 e que opera na gestão e exploração de estacionamentos, quando pensou em criar o projeto iParque, nascido em 2002 para facilitar a gestão de estacionamentos de superfície.

A primeira razão para o projeto, garante o administrador da Data Rede, foi a necessidade real da sua existência. “O que havia no mercado eram tecnologias muito obsoletas e incompletas. Tínhamos uma visão e uma estratégia para esta área da gestão do estacionamento de superfície”, diz Luís Sousa, administrador da Data Rede. Da ideia à prática passou muito tempo de trabalho até chegarem à versão final da solução que foi apresentada ao mercado.

“[O iParque] É uma gestão integrada que cobre todos os intervenientes ou todos os atores, desde os fiscais – que na rua fazem a fiscalização e emitem as multas – ao parcómetro, que está também integrado no sistema iParque, passando pelo pagamento do estacionamento por telemóvel à integração dos residentes, com os seus cartões virtuais, e dos comerciantes com os vouchers para os clientes do comércio tradicional. Inclui também o pessoal da autarquia, o próprio condutor – que pode passar pelo portal para saber quais são as multas que teve e pedir a sua anulação ou poder pagá-las. Tudo isto numa forma integrada e na cloud.” No entanto, o fundador garante que não se trata de uma solução fechada: antes de um sistema que continua a evoluir desde o primeiro dia.

A aposta da empresa tem sido sempre na inovação do produto, que nasceu para uma das nossas empresas do grupo mas que entretanto se tornou externo. Ou seja, neste momento não é só a nossa empresa que o utiliza como também outros clientes, como as câmaras de Sevilha, Aveiro, Espinho e Braga”, garante Luís Sousa.

De momento, a solução está implementada em todos os concelhos da Madeira, dos Açores e, de norte a sul do país, em concelhos como Braga, Aveiro e Loulé. Sevilha é o maior cliente da empresa, mas a representação espanhola na carteira de clientes é alargada ao Sul do país, com Cádis e Puerto de Santa María a usarem a solução iParque. Em breve, “a empresa prepara-se para iniciar uma prova-piloto nos Estados Unidos, em Boston”. A estratégia da empresa passa por continuar a alargar a plataforma a novos mercados. “Estamos a preparar toda a tecnologia para que ela possa ser multi-idioma, pensando já numa evolução.

O projeto, garante a empresa, serve de mudança de paradigma. “Vem revolucionar de forma abismal a tecnologia nesta área, porque tudo o que existia era obsoleto e a tecnologia que utilizamos é toda baseada na cloud. Ou seja, o fiscal tem a app no seu smartphone para fazer a fiscalização, o condutor tem também a mesma app no seu telemóvel para fazer o pagamento do estacionamento, a autarquia também consegue aceder ao iParque num browser para poder verificar como é que está a concessão de estacionamento.” Além do acesso facilitado, o parcómetro, “até então era coisa isolada de todo o resto”, passa a estar integrado. “É possível eu ir ao parcómetro fazer o pagamento de uma multa e que esse pagamento surja já no iParque no backoffice”, acrescenta Luís Sousa. Com o iParque, a empresa gere atualmente cerca de 500 mil lugares de estacionamento. “Quando falamos em inovação, temos de ter noção de que a inovação pratica-se todos os dias. Não é possível termos um produto inovador e descansarmos. Nós temos de inovar sempre para nos mantermos na posição cimeira. Esse é o nosso principal desafio: continuar a inovar.”

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