De fundadores para fazedores: Portuguesa Shilling tem 30 milhões para investir em startups

Dez anos depois da fundação, Shilling lança novo fundo para investir entre 100 mil e 1 milhão de euros em startups tecnológicas que querem chegar ao mercado.

Há mais 30 milhões de euros para investir em startups​​​​ em Portugal. A sociedade de capital de risco Shilling anunciou esta quinta-feira o novo fundo Shilling Founders Fund, que vai apostar em startups tecnológicas em early stage, ou seja, que querem chegar ao mercado. De fundadores para fazedores, este fundo poderá investir entre 100 mil e 1 milhão de euros em cada negócio.

Este fundo conta com capitais totalmente privados: os 10 sócios da sociedade colocaram dois milhões de euros; o restante montante tem origem em investidores domésticos e internacionais

O Shilling Founders Fund tem algumas particularidades no mercado português, como a partilha de lucros com todos os fundadores do portefólio e a ligação a investidores de referência internacionais, como a Atomico.

"Somos um fundo de capital de risco com base em Portugal e com ambição global, com foco em projetos de early stage e com uma abordagem "founder friendly": no nosso programa pre-seed, o processo desde a primeira reunião até ao dinheiro no banco dura, no máximo, 30 dias. O novo fundo e a nova marca expressam a nossa visão: aproximar os empreendedores com experiência que se tornaram investidores no fundo, à dos fundadores do portefólio", destaca o fundador da Shilling, Hugo Gonçalves Pereira, citado em comunicado.

Apesar de querer investir nos próximos unicórnios portugueses, o novo fundo poderá investir até 40% do seu orçamento em projetos internacionais. São até 12 milhões de euros para colocar em startups independentemente da localização geográfica dos fundadores.

O novo fundo já investiu em sete empresas desde que começou atividade, em agosto de 2020, segundo informação da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). Exemplos disso são a Rows (folha de cálculo para criadores de apps), Vawlt (plataforma de armazenamento de dados), Promptly (plataforma SaaS para dados na área da saúde), Modatta (marketplace descentralizado para dados pessoais autorizados), Biocol Labs (medicina natural online), Decipad (low-code notebook) e Detech.AI (plataforma de monitorização aplicacional e de infraestrutura baseada em inteligência artificial).

Desde 2011, a Shilling investiu 3,5 milhões de euros em 20 startups, que depois arrecadaram um total de 220 milhões de euros junto de outros investidores noutras etapas.

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