Desempregados que viraram empresários

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“Despedir-se ou ser despedido não ter que ser um estigma: tem
que representar também uma oportunidade de mudar de vida.” Foi há
pouco mais mais de um ano que Pedro Passos Coelho afirmou que o
desemprego podia ser uma oportunidade. Numa altura em que França e
Alemanha têm em marcha um programa de combate ao desemprego jovem,
apresentado aos parceiros europeus na cimeira de julho, as previsões
para Portugal melhoraram apenas ligeiramente, com o próprio ministro
da Economia a pedir cautela.

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“Acho que é preciso muita prudência
e bom senso neste momento em que começamos a ter os primeiros sinais
de viragem económica, mas é óbvio que é preferível ter o
desemprego a 16,4% do que a 17,8% ou até 18% como estava há dois ou
três meses”, considerou Pires de Lima no início deste mês,
quando o Instituto Nacional de Estatística revelou uma queda no
desemprego, no segundo trimestre do ano.

Apesar dos sinais positivos
(menos 1,3 pontos percentuais do que entre janeiro e março), ainda
há 886 mil desempregados no país. E o desemprego de longa duração
também continua em valores recorde, tendo crescido face a junho do
ano passado e pesando já 61,9% no total da população desempregada.

Ainda assim, há quem arrisque abdicar de um trabalho estável
para criar um negócio próprio. E quem, depois do susto de ficar
desempregado, dê a volta ao problema. O Dinheiro Vivo falou com oito
desempregados que, face à falta de trabalho, decidiram criar
negócios próprios. Muitos já pensam em crescer para criarem mais
empregos.

De acordo com números do Ministério da Justiça, em 2012 quase
28 mil empresas fecharam portas. Em contrapartida, foram criadas 29
mil. Já em 2013, o número de novas empresas voltou a disparar: até
junho foram criados mais de 20 mil negócios em Portugal, um aumento
de empresas, um aumento de 17,8% em relação ao semestre homólogo,
segundo dados do Barómetro Empresarial Informa D&B.

Um dos incentivos à criação do próprio negócio é o pedido de
adiantamento do subsídio de desemprego – total ou parcial. O
Dinheiro Vivo procurou saber quantos desempregados recorreram ao
programa de pedido de adiantamento, criado no ano passado mas até ao
fecho da edição não obteve qualquer esclarecimento.

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