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Doctorino. Bastam três simples cliques para marcar uma consulta

Nuno Gonçalves e José Cautela, dois dos fundadores da Doctorino.
(Gerardo Santos / Global Imagens)
Nuno Gonçalves e José Cautela, dois dos fundadores da Doctorino. (Gerardo Santos / Global Imagens)

Plataforma gratuita para pacientes encontrarem médicos e marcarem consultas reúne mais de mil profissionais de norte a sul do país.

A Doctorino quer facilitar a marcação de consultas médicas em Portugal. Esta startup criou uma plataforma online gratuita para agendamentos: bastam três cliques para saber a que horas e qual o local da consulta. Com mais de mil médicos já registados de norte a sul do país, esta plataforma arrancou no final do ano passado graças a um investimento de 500 mil euros.

A marcação das consultas é feita através de uma página de internet adaptada para computadores e smartphones: escolhe-se a especialidade, introduz-se a localização e aparecem os médicos. Os profissionais são ordenados apenas conforme as vagas disponíveis, para promover maior igualdade. Não há divulgação do sistema de avaliação.

Cada médico surge com uma pequena biografia; depois, é só escolher a hora da consulta, dar nome e contactos. A marcação fica automaticamente confirmada, sem ser preciso esperar vários minutos ao telefone. Na véspera da sessão, o paciente recebe uma mensagem de texto a lembrar a marcação.

Além de facilitar os agendamentos, a Doctorino quer ajudar os médicos a aumentarem a sua carteira de pacientes.

“Queremos criar maior autonomia e independência aos médicos. Muitas vezes, circulam por várias clínicas e acabam por estar reféns das agendas e da gestão do marketing destes espaços”, destacam Nuno Gonçalves, especialista em marketing digital, e José Cautela, médico dentista, dois dos fundadores, juntamente com Tiago Alves e Hugo Domic.

Os utilizadores não pagam qualquer cêntimo para marcar as consultas na plataforma e não precisam sequer de criar uma conta.

A adesão dos médicos será gratuita até abril; a partir desse mês, será cobrada uma mensalidade de 50 euros, valor “quase simbólico para aquilo que podem rentabilizar”. Esta será a única fonte de receita deste serviço, que não vai ter publicidade.

Depois de cada consulta, a Doctorino contacta o médico e o paciente para perceber como foi a consulta. Este processo é tratado por uma equipa de cinco pessoas.

“Com esses dados, criamos um score interno e sabemos se há um bom ou mau comportamento do médico ou outros comportamentos padrão. Se um paciente não aparecer ou não pagar, também é excluído da plataforma.”

Nos próximos meses, os pacientes poderão encontrar mais novidades na plataforma: além de aparecerem os acordos de cada profissional com os sistemas de saúde privados, também será possível pagar as consultas online, “para evitar que os pacientes não apareçam”.

Até ao final do ano, a equipa da Doctorino vai passar a contar com 20 pessoas e as previsões é de que existam mais de 4000 médicos registados na plataforma portuguesa.

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