Drop-Off: A solução da Uber para encomendas que nasce em Portugal

Numa altura em que há menos viagens mas em que é preciso manter o emprego, a Uber pôs os motoristas parceiros a fazerem entregas.

Em poucos dias, as cidades portuguesas ficaram desertas e as plataformas de transportes como a Uber praticamente sem viagens. Mas os motoristas parceiros desta empresa não ficaram de mãos vazias graças ao Drop-Off, a solução que transformou boa parte dos condutores em estafetas.

A solução nasceu a partir dos escritórios da tecnológica em território nacional e vai ser lançada em mais países nas próximas semanas.

Os CTT são os primeiros parceiros deste serviço. “Podem, por exemplo, fazer pedidos de viagem através da nossa plataforma para os nossos motoristas levarem uma encomenda”, destaca Manuel Pina, diretor-geral da Uber Portugal, em entrevista ao Dinheiro Vivo.

O cliente final pode fazer o pedido através da aplicação CTT Now ou no site dos CTT, podendo acompanhar todo o percurso. As entregas demoram até duas horas em Lisboa, Porto, Algarve, Coimbra, Aveiro, Évora, Braga e Funchal.

Para já, só é possível fazer uma entrega por cada viagem. A Uber, no entanto, já está a trabalhar numa solução para “haver várias entregas na mesma rota”. Além de ser mais eficiente para o ambiente, quem manda a encomenda também gastará menos. Para já, a viagem custa o mesmo do que no serviço de passageiros UberX.

O serviço Drop-Off nasceu a partir da ferramenta Uber Central, utilizada pelas empresas para fazer pedidos de viagem para clientes e trabalhadores.

A plataforma norte-americana ressalva, ainda assim, que este novo serviço “não vem substituir por completo o transporte de passageiros, que continua a ser o principal negócio. O Drop-Off vem complementar a perda de rendimento que pode estar a verificar-se neste período em que as pessoas viajam menos e há menos rendimentos para os parceiros”.

Este projeto, diz Manuel Pina, “faz-me lembrar a razão pela qual me juntei à Uber: esta capacidade de pôr a tecnologia, rapidamente e de forma muito adaptativa, ao serviço das pessoas e, neste caso, dos motoristas e dos parceiros que podem ter visto as viagens a diminuir por causa desta situação”.

No meio da pandemia, a Uber garante que reforçou as medidas de proteção junto dos motoristas e estafetas parceiros: “Estamos a pagar todas as despesas com material de proteção e desinfeção no valor máximo de 25 euros e ainda vamos distribuir material de proteção nos próximos dias.”

Mais parcerias

Embora seja “muito difícil prever o que vai ser o futuro e se haverá espaço” para os motoristas continuarem a fazer entregas, a empresa está aberta a mais parcerias: “Estamos a falar com vários supermercados”, admite o responsável.

A Uber também pisca o olho ao comércio local - desde que tenha uma loja online - e está a preparar-se para entregar artigos de mercearia, reforçando a concorrência com a plataforma espanhola de entrega de refeições e artigos Glovo, presente em mais de 30 cidades portuguesas.

O projeto criado pelo escritório português da Uber, entretanto, já está a chamar a atenção de outros países, sobretudo no ocidente. “Em Itália, já fizemos as primeiras entregas com um parceiro local. Esta solução vai crescer noutros mercados na Europa e já estamos a olhar para o desenvolvimento desta solução nos Estados Unidos.”

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