Alimentação

“É urgente voltar a fazer pão apenas com farinha, água e sal”

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Foto: D.R.

Ser intolerante ao glúten não é uma doença da moda. Antes fosse. É uma realidade crescente e que tem as razões identificadas.

Foi para ajudar a lidar com o problema que Ângela Silva lançou “O Livro do Pão”. São mais de 40 receitas de pão com ingredientes saudáveis e nutritivos, sem aditivos nem glúten, para fazer em casa, à mão ou na máquina.

Ângela Silva, ex-publicitária e dona da marca Miolo

Ângela Silva, ex-publicitária e dona da marca Miolo

Este é o primeiro livro da ex-publicitária e atual proprietária da marca de padaria biológica Miolo, cuja preocupação é a qualidade do pão disponível nas padarias e supermercados e as consequências do seu consumo para a saúde pública.

“Há cada vez mais queixas de intolerâncias que se devem ao consumo deste pão industrializado, carregado de aditivos”, critica Ângela Silva. É por isso, acrescenta, que “é urgente voltar às raízes, voltar a fazer pão apenas com farinha, água e sal, e segundo processos artesanais”.

Há cada vez mais queixas de intolerâncias que se devem ao consumo deste pão industrializado, carregado de aditivos”

Daí que no livro se encontrem algumas receitas para quem é intolerante ao glúten. “Os ingredientes utilizados são na verdade bastante simples e económicos, como a farinha de arroz, trigo-sarraceno ou milho”, aponta a autora, frisando que “todos estes ingredientes estão disponíveis nas lojas de produtos naturais.”

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A ideia do livro surge porque a procura por pão e derivados sem glúten tem vindo a crescer bastante. Mas não só. É que, “além dos celíacos, existem cada vez mais pessoas com diversos graus de intolerância ao glúten”, explica Ângela Silva, esclarecendo que “muitas vezes estas intolerâncias não se devem exclusivamente ao glúten, mas ao processo acelerado com que os pães são produzidos, não lhes permitindo realizar a tão importante pré-digestão do glúten.”

Além dos celíacos, existem cada vez mais pessoas com diversos graus de intolerância ao glúten”

Mas este seu cuidado começou há cinco anos com a marca Miolo, detida atualmente pela empresa Biocrumb Lda, que emprega 10 pessoas e fatura 400 mil euros por ano, tendo os seu produtos um preço médio de 3,5 euros

Sem loja própria, os clientes da Miolo estão, por isso, nas lojas de alimentação natural e gourmet um pouco por todo o país, e alguns restaurantes conceituados.

miolo_fatiadoQuanto a planos futuros, Ângela Silva quer “continuar a desenvolver pães ‘puros’, que conciliem excelente sabor, textura e riqueza nutricional.” Daí a importância de “inovar cada vez mais nas matérias-primas utilizadas, criando pães e outros produtos diferenciadores, que possam também ir ao encontro de pessoas com diversas escolhas/intolerâncias alimentares.” Além de, claro, “levar o nosso produto além-fronteiras”, remata.

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