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EIA: Aceleração intensiva para 300 estudantes em Cascais

Exemplo do European Innovation Academy realizado em Nice, França. Fotografia: DR
Exemplo do European Innovation Academy realizado em Nice, França. Fotografia: DR

Parceria da Beta-i com EIA permite a jovens universitários ter acesso a formação da Google das universidades de Berkely e Stanford

Entre 16 de julho e 4 de agosto, Cascais vai ser o palco da primeira edição do European Innovation Academy (EIA), considerado o maior programa de aceleração em inovação digital da Europa. Durante três semanas, 300 estudantes, de 63 nacionalidades, vão dividir-se em 50 equipas para criar projetos de dispositivos inteligentes (smart devices), big data, Internet das Coisas (IoT), impressão 3D, e aplicações móveis e para Internet.

Da associação entre o EIA e a Beta-i, Cascais vai receber a primeira das cinco edições deste programa, que vai proporcionar aos estudantes o acesso a métodos de ensino das universidades de Berkely e Stanford e da Google.

Alar Kolk, presidente da EIA, assinala que o programa está aberto a todo o tipo de jovens universitários: “Não estamos só à procura de estudantes tecnológicos. As startups são feitas de tecnologia, marketing, design e também precisam de um líder. Procuramos sobretudo pessoas com mente empreendedora”, adiantou ao Dinheiro Vivo.

Para Kolk, o nosso país foi escolhido “por já ter grandes empreendedores, onde a inovação é apreciada”. O líder da EIA lembrou ainda que “Portugal já é um país muito conhecido” no ecossistema empreendedor. A existência de parceiros como a Câmara Municipal de Cascais, a Universidade Nova de Lisboa e a Beta-i também contribuiu para a escolha de Portugal para receber este programa

O programa de aceleração intensiva, que irá contar com um total de 50 mentores na primeira edição, estará dividido em três semanas:

Semana 1 – Formação de equipas e capacitação através da metodologia da Universidade de Berkeley;

Semana 2 – Desenvolvimento de protótipos, do modelo de negócio e maratona de programação (hackaton) seguindo a metodologia da Google;

Semana 3 – Procura de financiamento e tentativa de encontrar mil clientes no espaço de cem horas, por via dos métodos da Universidade de Stanford.

Apesar de reconhecer que “90% dos projetos irão falhar”, a EIA espera que as startups sobreviventes possam, em setembro de 2020, tornar-se num ‘unicórnio’ (valorização de pelo menos mil milhões de dólares – 925,8 milhões de euros) e que, em setembro de 2025, estejam a realizar o processo de entrada em bolsa (IPO).

Embora os 300 estudantes sejam selecionados de um total de 40 universidades portuguesas e estrangeiras, há vagas para inscrições feitas através da Internet. As inscrições custam 1499 euros e poderão ser feitas até 30 de abril.

Serão ainda atribuídas bolsas a 35 estudantes, por parte do banco Santander Totta, e um número ainda não fixado de bolsas por parte das universidades e politécnicos.

Inovação para empresas

O EIA vai contar ainda com um dia de inovação dedicado às empresas, promovido pelo Santander Totta. A 17 de julho, será realizado um seminário para marcas com “alto potencial de inovação” e que estará focado na “transformação e desenvolvimento de estratégicas, procedimentos e ambientes que maximizam a inovação, criatividade e crescimento”.

O banco liderado por António Vieira Monteira irá ainda promover, no âmbito do EIA, um dia específico para os trabalhadores, adiantou a administradora Inês Oom de Sousa ao Dinheiro Vivo.

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