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EIA: Aceleração intensiva regressa a Cascais com mais estudantes

Anni Sinijarv é a presidente executiva da European Innovation Academy. Fotografia: DR
Anni Sinijarv é a presidente executiva da European Innovation Academy. Fotografia: DR

Universidade de Berkeley tratá maior delegação de sempre, com cerca de 100 alunos para desenvolverem as suas ideias em território português.

O programa de aceleração intensiva da European Innovation Academy (EIA) está de volta a Portugal. Entre 15 de julho e 3 de agosto, a vila de Cascais vai receber 500 estudantes de 75 países, mais 200 do que na edição de 2017. E o número total de participantes duplicou, de 350 para 700 pessoas. Esta subida traduz o sucesso que a primeira edição deste programa teve no ano passado, adianta a presidente executiva da EIA, Anni Sinijarv.

“Decidimos duplicar o número de participantes porque o programa do ano passado teve um enorme sucesso. Viemos para Portugal e fomos recebidos de maneira muito calorosa. Tornaram a nossa presença num momento muito aprazível. Também queremos criar um impacto maior”, destaca Anni Sinijarv em entrevista telefónica ao Dinheiro Vivo.

A edição de 2018 conta com os mesmos parceiros de há um ano: à câmara de Cascais voltaram a associar-se o Santander Totta, a Beta-i, a Universidade Nova de Lisboa e a Daimler.

Entre os 500 estudantes, nota para a presença da maior delegação de sempre da Universidade de Berkeley, que trará cerca de 100 alunos para desenvolverem as suas ideias em território português. Também estarão presentes 100 estudantes portugueses ao longo de três semanas.

“Mudar um ecossistema não pode ser feito numa conferência de dois dias. Só acontece com um programa de um mês por cinco anos”, destaca a líder da EIA. Ao longo de três semanas, o programa educativo vai dividir-se entre sessões de mentoria – com especialistas da Universidade de Berkeley, da Universidade de Stanford e da Google – e o desenvolvimento de tarefas práticas.

O programa deverá contar com um total de 90 oradores e mentores, dos quais 30% deverão ser mulheres. “Todos os anos trazemos mais mulheres para o nosso programa, porque entendemos que deve haver um equilíbrio de género. Acreditamos que este ano teremos a maior percentagem de sempre de mentoras. Há muitas mulheres incríveis que têm muito para partilhar.”

O programa realizado em Portugal voltará a ter bastantes áreas de intervenção, como em 2017. “Não temos um foco porque os estudantes, se estivessem nessa situação, só estariam concentrados em pontos muito específicos”, justifica Anni Sinijarv. Além disso, no ano passado, “houve boas ideias na área das fintech, vendas e marketing“. A mesma responsável destaca que “todos os anos, entre 10% e 20% das startups que nascem no programa continuam a ser desenvolvidas”, tendo algumas já obtido financiamento por investidores de Silicon Valley.

A edição do EIA, além do aumento de participantes, vai contar com um sistema de chatbot que deverá ser particularmente útil para os participantes. O Growby vai recorrer à inteligência artificial para ajudar a formar equipas e dar informações práticas os estudantes ao longo de três semanas.

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