Fotografia

Ela fotografa famílias de empreendedores

Catarina começou a fotografar os filhos
Catarina começou a fotografar os filhos

Catarina Ferreira recebeu o primeiro pedido para fotografar uma família em novembro de 2011. A sessão ficou marcada para daí a três semanas e Catarina, 25 anos e dois filhos, deu por si a ligar a famílias amigas. Nunca fotografara desconhecidos.

Licenciada em Pintura pela Faculdade de Belas Artes de Lisboa, Catarina criou um blogue, em maio do ano passado, onde publicava fotografias e histórias dos filhos, Leonor, três anos, e Xavier, 15 meses.

A ideia era partilhar na rede as histórias dos miúdos, mas começou a receber feedback via e-mail e pedidos de sessões de família. “Estava sempre a fotografá-los, a ver blogues. E quando tornei as fotografias públicas começaram a surgir pedidos para sessões de família. Foi aí que comecei a pensar nisto como um negócio e fui treinando para começar a criar uma identidade enquanto fotógrafa.”

Estabeleceu preços (uma sessão de 30 a 50 minutos para quatro pessoas custa 50 euros e uma sessão família com um grupo até cinco pessoas custa 100 euros, por exemplo), treinou com amigos e começou a fotografar. “É claro que achava uma certa graça que isso acontecesse, mas nunca pensei muito no assunto. Simplesmente quis fazer o meu blogue para ir escrevendo e pondo fotografias. Só que foi crescendo.”

No início de 2012, Catarina fotografou uma das poucas sessões de inverno, com uma mãe e um bebé. “Correu lindamente e coincidiu com a altura em que comecei a pensar criar um pacote mãe-bebé. Cruzei-me também nessa altura com o site The Glow (www.theglow.com), que publica sessões e entrevistas com as mães. Era exatamente o que eu tinha feito, mas sem a publicação da entrevista. Falámos das preocupações, mudança de trabalho e de vida. Percebi que podia criar um projeto idêntico mas com outra vertente: a tal história das mães que mudam as suas vidas para estarem mais próximo dos filhos, que criam os seus trabalhos numa lógica de empreendedorismo.” Foi assim que nasceu o projeto Ties, em fevereiro.

A ideia não se fica por retratar e entrevistar mães que mudaram ou querem mudar de vida para estarem mais tempo com os filhos. É antes dar a conhecer o lado da maternidade/paternidade, conjugado com uma gestão de tempo quase exemplar e com a criação de novos negócios, juntando ao projeto fotográfico a vertente empreendedora. “Não queria ficar atrás do projeto inglês, mas percebi que este era diferente. Temos um universo português e lisboeta que pode também ser muito charmoso. Resolvi assumir essa diferença. O Ties nasceu também um pouco à minha imagem enquanto mãe e empreendedora. Eu poderia ser fotografada para o Ties.”

As sessões funcionam por convite, que Catarina define com pesquisas na internet, direcionadas para mães e pais que gerem muito bem a relação tempo-para-a-família/tempo-para-o-trabalho. “Normalmente são pessoas que trabalham em áreas criativas e por isso têm uma gestão de tempo interessante. Um dos pontos mais importantes é saber gerir o tempo: uma mãe que não esteja no escritório até às nove da noite.”

No início de maio, Catarina publicou o primeiro Ties masculino e não quer que fique por aqui. A fotógrafa tem propostas de marcas que querem associar-se ao projeto – tornando-o lucrativo -, e está prestes a começar um projeto de responsabilidade social, ajudando o Ponto de Apoio à Vida, e a terminar um livro com fotografias de famílias. “As sessões têm preenchido um espaço importante. Em termos profissionais, tem-me permitido trabalhar bastante.”

Para compensar os meses de inverno, com menos trabalho, Catarina decidiu fazer sessões em bloco. Perto do Dia da Mãe marcou três dias de encontros nos jardins da Gulbenkian e fotografou 40 famílias. A próxima sessão já está agendada. No Dia da Criança, vai fotografar famílias por 30 euros.

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