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Ele vive de ajudar a nascer novas ideias

António Mora Vieira
António Mora Vieira

Os 40 anos deram o mote para António Mota
Vieira recomeçar do zero e lançar “por conta e risco” a
incubadora de projetos Weproductise, em Ponte de Lima, para criação
de produtos inovadores de design. Montou um modelo “pioneiro a
nível mundial” que junta, num mesmo espaço, o Fabstudio e
showroom, oficinas e espaços de trabalho em coworking e workshops. E
gabinetes com camas e espaços verdes exteriores, uma espécie de
hostel para os clientes que precisam de alojamento. Investiu 260 mil
euros em tecnologia de ponta – impressora 3D, fresadoras CNC, robôs,
corte a laser, digital printing… -, comparticipados a 120 mil pela
Associação do Desenvolvimento Rural Integrado do Lima e pelo Proder
– Programa de Desenvolvimento Rural. E faz tudo o que é preciso para
cada produto ver a luz do dia.

“A vertente principal é a incubação de
projetos e ‘produtização’: o processo de transformação de um
serviço ou ideia num produto testado, embalado, com estratégia de
marketing e pronto a vender.”

Dali saem os primeiros protótipos, sendo a
produção em massa subcontratada depois a outras empresas. No
momento, tem em produção objetos como a folding chair – cadeira
que, arrumada, só ocupa o espaço da espessura da madeira (2 cm) e
se monta em segundos. Ou o mobiliário modular Shelflife, em parceria
com a designer Rosa Couto, que permite fazer sete móveis diferentes
com apenas 15 peças.

Engenheiro biológico, aplicou 15 anos de
know-how de planeamento, gestão, execução e controlo em
investigação, desenvolvimento e inovação de novos materiais e
produtos adquiridos no Centro de Nanotecnologia e Materiais
Inteligentes, onde foi diretor executivo desde 2005. O mestrado em
tecnologias ambientais na Holanda e a pós-graduação em gestão
profissional de projetos ajudaram. “E a determinação e
persistência à prova de bala que os pais sempre encorajaram.”

“Mudar não foi decisão fácil”, mas
com a mulher e sócia assumiu “o leme”. Inspirado em
modelos de negócio similares nos EUA e Japão, começou a desenhar o
projeto em abril. Três meses depois estava a reconstruir edifícios
num terreno herdado dos pais. Para fazer andar a máquina, rodeou-se
de cinco designers, um engenheiro, um marketeer e um especialista em
multimédia. E fez parcerias com outros criativos e empresas. Até ao
final de 2013, deverá criar mais dez postos de trabalho.

Retrato

António Mota Vieira está a construir uma oficina de design e
fabrico, co-working, private offices (que se convertem em hostel em
segundos), showroom, e espaços de lazer. Está a investir 260 mil
euros em tecnologia de ponta – impressoras 3D,fresadoras CNC, robots,
termoformação, corte a laser, digital printing, etc…) -,
comparticipados em 120 mil euros pela ADRIL e pelo PRODER. www.weproductise.com

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