Eles querem fazer mexer uma empresa. E andam a pescar ideias

Um negócio de família há três gerações
Um negócio de família há três gerações

Entre entrevistas, fotografias e viagens entre Lisboa e Peniche, Rui e Tiago andam à procura de ideias e de conceitos para poderem renovar a vida de uma empresa de pesca. A ligação de Rui Quinta à SódoMar, a empresa de pesca mais antiga do país no MARL (fundada em 1986) é familiar: Rui é filho do dono da empresa onde trabalham sete pessoas.

O designer de comunicação chegou há pouco de um curso de Design Thinking, em Berlim, altura em que também ultimava os preparativos da empresa “Queres casar comigo?“. Com algum tempo livre, enquanto não decide o próximo passo na carreira, Rui decidiu que queria dar uma vida nova à empresa de pesca, um sector que tem tanto de tradicional como de pouco dinâmico.

“Antigamente, na lota só se vendia peixe aos grossistas. Agora, os
pescadores deixam o peixe na lota e os supermercados e as lojas
compram-no diretamente, dispensando o trabalho que antes era mediado.”,
esclarece Rui Quinta. Por isso, Rui acredita que é preciso refrescar o negócio da família.

Para dedicar-se a repensar o modelo de negócio da empresa, Rui convidou um amigo Tiago Nunes, designer industrial, para participar no processo. O projeto “Fishing for ideas” tem prazo máximo de um mês, e o diário vai sendo atualizado online. “É uma análise holística do processo. Avaliamos os processos de decisão dentro da empresa, questionamos…”, explica. Só que, depois de Tiago, foram muitos o que se juntaram ao projeto, tornando-o um processo participativo que conta até com ideias internacionais.

No final da reflexão, Rui prevê que possa avançar-se com um processo de reformulação da empresa, que deve juntar o enraizamento do peixe fresco na cultura urbana, por exemplo, e nas camadas mais jovens da população. “O meu pai está muito direcionado para um certo tipo de clientes, e o público mais jovem deixou de comprar peixe. Precisamos de pensar na melhor forma de vender peixe.” Por isso, o trabalho passa por conhecer peixarias, preços e outros grossistas concorrentes. Em resumo: “Partir de entrevistas e, através delas, mergulhar profundamente naquilo que é o negócio.”, conclui.

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