Educação

Em Alenquer, a escola serve para aprender e ter ideias de negócio desde o 4º ano

Imagem do evento Green Discoveries, na base aérea da Ota, no concelho de Alenquer. ( Nuno Pinto Fernandes/ Global Imagens )
Imagem do evento Green Discoveries, na base aérea da Ota, no concelho de Alenquer. ( Nuno Pinto Fernandes/ Global Imagens )

Município do Oeste aposta na Academia de Empreendedorismo para que os estudantes do ensino básico tenham ideias para lançar ideias de negócio.

Alenquer está a apostar no empreendedorismo desde pequenino. Este município do Oeste promove há mais de cinco anos a Academia de Empreendedorismo, o conjunto de programas para o desenvolvimento de novas ideias de negócio junto das escolas básicas do concelho. O programa abrange cerca de 2000 alunos, desde o quarto ao 12.º ano de escolaridade.

A Academia de Empreendedorismo de Alenquer vai mesmo ser promovida num seminário sobre “Empreendedorismo na Inovação” na Escola Superior de Educação de Lisboa, no sábado, dia 18, a partir das 9h da manhã.

“Atuando desde o 1.º ciclo ao ensino secundário, este projeto vem a reforçar as linhas de intervenção na capacitação das crianças e jovens de Alenquer acrescentando espaço na escola para metodologias de educação não formal e que orientam os alunos e alunas para a aprendizagem ao longo da vida”, assinala o município nos documentos que apresentam esta academia.

“O empreendedorismo não é apenas um meio para criar empresas mas sim, um caminho ao desenvolvimento transversal do/a aluno/a potenciando nele e criando a oportunidade do/a próprio se (re)descobrir a si mesmo e aos outros”, acrescenta a câmara de Alenquer.

Este projeto vai muito além das salas de aula e envolve vários tipos de entidades: clubes desportivos, escuteiros, IPSS, cafés, farmácias, clínicas e papelarias.

Percurso empreendedor

A aposta de Alenquer no empreendedorismo iniciou-se no ano letivo 2014/2015, com um projeto-piloto, que envolveu 66 alunos do quarto ano do Agrupamento de Escolas Damião de Góis. Do atelier Empreender Criança resultou um jogo que continha 25 perguntas sobre o concelho de Alenquer. O tabuleiro era um pedaço de serapilheira e os peões eram as próprias pessoas. Esta ideia foi transformada num jogo de caixa, numa parceria conjunta entre o Intermarché local e a Science4you.

No ano a seguir, o mesmo atelier chegou a 44 turmas do quarto ano, passando a abranger perto de 600 alunos e nasceu a primeira feira de empreendedorismo de Alenquer.

Também em 2015/2016, nasceram as oficinas CoEmpreendedoras, para os alunos do ensino secundário dos cursos técnico-profissionais. Aqui, o objetivo era “criar laboratórios temáticos relacionados com assuntos que permitissem aos alunos saírem da sua esfera habitual escolar e pensassem em temas como: cultura, ambiente, atividades económicas, cidadania, turismo e desportos da natureza”.

Desde 2016/2017, a câmara de Alenquer passou a trabalhar com a empresa parceira Betweien (spin-off da Universidade do Minho) e alargou os projetos de empreendedorismo aos alunos do segundo e terceiro ciclos (entre 0 5.º e o 9.º ano).

Neste programa, passaram a ser mais desenvolvidas características como capacidade de tomar decisões, liderança, espírito crítico, desembaraço, determinação, gestão do tempo, espírito de equipa, iniciativa, autonomia, abertura à mudança, criatividade e perseverança.

Em paralelo, a câmara de Alenquer criou o livro infantil “Uma Viagem Empreendedora na Máquina do Tempo”, que ajuda os professores do quarto ano a descodificar os conceitos do empreendedorismo aos alunos do quarto ano.

O município liderado por Pedro Folgado conta ainda com uma incubadora de empresas, a Alen Quer Inovar, que oferece soluções para apoiar as empresas e empreendedores locais.

“Quando existe uma ideia temos uma pré-incubação, quando existe uma ideia mais solidificada temos a incubação e, depois, temos o desenvolvimento do seu projeto quando a ideia está mais desenvolvida”, explicou o vereador Paulo Franco no final de novembro.

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