Prémio Inovação NOS

Empreendedores. Startups como fonte de criação de emprego

Ministro da Economia reafirma papel de empreendedores no crescimento e adianta pormenores da Startup Portugal

Os novos projetos empresariais que nascem todos os dias em Portugal podem ser uma “fonte importante de criação de emprego”, acredita Manuel Caldeira Cabral. O ministro da Economia diz que o projeto da Startup Portugal é uma confirmação da importância do ecossistema de startups para o governo. “Orgulho-me de fazer parte de um governo que coloca a ciência como prioridade absoluta.

Acreditamos no potencial de criação de valor, é isso que estamos a fazer através da criação de incentivos de necessidade e procura de inovação”, explicou Manuel Caldeira Cabral, na apresentação da 2.ª edição do Prémio Inovação NOS, uma parceria entre a NOS, o Dinheiro Vivo e a TSF.

O governo está a trabalhar de perto com “startups, incubadoras e outros casos de referência na proliferação de instituições” para desenhar a estratégia da Startup Portugal, “um programa ambicioso que tem como objetivo criar uma rede de empreendedorismo e, em particular, de empreendedorismo tecnológico”, adiantou Caldeira Cabral. 

Foto: Artur Machado / Global Imagens

Foto: Artur Machado / Global Imagens

O ministro sublinhou ainda a importância da Indústria 4.0 e a aproximação entre empresas de dimensões diferentes – grandes, médias, pequenas e micro – de maneira a serem facilitadores deste processo. A criação e o apoio a fundos de capital de risco “que permitam aos bons projetos crescerem”, incentivos fiscais para que “as startups possam ter melhores condições”, “a realização de eventos como a Web Summit” ou o apoio público aos centros tecnológicos e a aproximação destes aos investigadores são algumas das ideias para o projeto da Startup Portugal. “A indústria 4.0 tem que ver com todos estes pontos, é uma estratégia transversal, tem de ser seguida a todos os níveis esta digitalização da indústria.”

O ministro desafiou, por isso, as empresas portuguesas a aproveitarem esta nova revolução industrial e a deixarem o ceticismo de lado, para se tornarem mais produtivas e competitivas. Caldeira Cabral pediu o “empenho de todos” e a mobilização dos industriais portugueses para continuarem a fazer o que têm feito nos últimos anos e, “em vez de desconfiar da inovação”, abraçarem e avançarem “para conseguirem com isso serem mais produtivos, criarem mais valor e serem mais competitivos”.

Para Rui Moreira, a inovação “resulta do equilíbrio de forças entre criatividade e realidade”. O presidente da Câmara do Porto considera a Invicta “uma cidade empreendedora por excelência” e destaca os mais de uma centena de centros de investigação, públicos e privados, com parcerias estabelecidas com instituições internacionais, como o MIT ou Harvard e com a única filial do Fraunhofer Gesellschaft [maior instituto de investigação europeu, que desenvolve projetos de fronteira em áreas que cruzam as Tecnologias de Informação com a Saúde] como exemplo dessa dinâmica.

Foto: Artur Machado / Global Imagens

Foto: Artur Machado / Global Imagens

Rui Moreira destaca a inovação tecnológica e económica, mas também a vontade do Porto em apoiar esse espírito criativo que integra “centenas de startups” localizadas, tanto nas 20 incubadoras da cidade como nos “numerosos espaços de coworking que não param de surgir”.

Só o Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto, UPTEC, apoiou, desde o arranque em 2007, o desenvolvimento de mais de 370 projetos empresariais, que permitiram a criação de 1800 postos de trabalho “altamente qualificados”, refere o autarca, citando um estudo da Faculdade de Economia da Universidade do Porto que mostra que, nos seus cinco primeiros anos de operação, a UPTEC teve um impacto no PIB de “mais de 30 milhões de euros – 70 milhões na atualidade”, diz.

Contas feitas, a incubadora terá gerado receitas fiscais de mais de seis milhões e exportado para mais de 120 países. Mas não basta apoiar o empreendedorismo e a inovação, é preciso criar condições para que os projetos cresçam. “Queremos que estas startups escalem e se transformem em empresas internacionalmente competitivas.”

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