Construção

Empresa de jovens do Norte revoluciona obras em casa

Particulares e empresas já podem adquirir vouchers AREA no Grande Porto. Em breve, o serviço inovador será alargado a todo o país.

Quem precisa de resolver qualquer problema de eletricidade, gás, pintura, canalizações e outras situações, como tratar do jardim, em casa ou na empresa, pode recorrer ao serviço profissional de uma empresa de construção que insiste na qualidade e garantia das reparações.

Contratar um “biscateiro” para arranjar aquelas tomadas lá de casa ou pintar a marquise nem sempre é fácil, seguro ou económico, principalmente se alguma coisa correr menos bem e não tiver qualquer garantia quanto ao trabalho contratado. É por isso que o Grupo Near, de Matosinhos, quer revolucionar as obras em casa, proporcionando serviços flexíveis, profissionais, com garantia e serviço pós-venda.

Tempo começa a contar à chegada a casa do cliente e o técnico prima pela pontualidade

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À venda nas lojas Bricor de Vila Nova de Gaia (El Corte Inglès) e Vila do Conde (Nassica), os vouchers Areas são um produto inédito que oferece a referida segurança ao cliente. Além de os serviços serem prestados por uma empresa especializada, os vouchers “In my Place” têm um valor fixo de mão-de-obra que pode ser utilizado, de uma só vez, em várias reparações: duas horas por 45€, quatro horas por 75 euros ou seis horas por 125 euros. No caso dos vouchers para jardinagem – uma área muito requisitada por condomínios e empresas, segundo o Grupo Near -, os valores são de 55 euros (duas horas), 85 euros (quatro horas) ou 135 euros (seis horas).

O cliente terá de adquirir os materiais consumíveis necessários ou pedir ao técnico que utilize os da empresa, mediante orçamento, mas não precisa de dispôr de equipamentos como pincéis ou martelo, por exemplo. O valor dos vouchers inclui deslocação nos concelhos do Porto, Maia, Matosinhos, Vila do Conde e Póvoa de Varzim, tendo uma taxa de 35 cêntimos por km para os restantes concelhos do distrito do Porto. O desafio da empresa é, agora, iniciar a venda dos vouchers online e prestar serviços em todo o país.

“Queremos acabar com a imagem de desleixo que muitas empresas de construção criaram. Sentimos que havia uma necessidade deste tipo de solução para pequenas reparações por parte dos nossos clientes, muitas vezes preocupados com a dificuldade em encontrar a pessoa certa para o trabalho”, explica Ângelo Monteiro, 40 anos, um dos sócios fundadores do Grupo Near. “Agora, estamos a tratar de encontrar parceiros para expandir o serviço para todo o país, mantendo sempre o nosso nível de serviço e de garantias”, revela.

A imagem que a empresa criou corresponde à do técnico que presta o serviço: pontual, profissional, atencioso. “Fazemos questão de sermos pontuais, de aparecermos com aspecto limpo e cuidado, cumprirmos com o serviço com a máxima eficiência e limpeza e estarmos sempre disponíveis para prestar assistência posterior se for necessário”, explica Ângelo Monteiro. “Imagine que fizemos uma reparação elétrica e, por algum motivo, há mais qualquer coisa que não ficou bem, ou fizemos uma pintura e a tinta começou a descascar passados uns dias. O cliente pode telefonar e pedir a reparação, não fica com o prejuízo”, acrescenta.

“Já quando fundámos a nossa empresa, em 2013, foi com o objetivo de sermos diferentes. Ambos trabalhámos vários anos por conta de outrém e sabemos exatamente os erros que as empresas de construção cometeram para falhar e é por isso que somos melhores e estamos a crescer rapidamente”, adianta Albino Caminha, 31 anos, o outro sócio fundador do Grupo Near. Albino Caminha é orçamentista e Ângelo Monteiro é arquitecto, o que explica a posição privilegiada que lhes permitiu “saber o que os clientes diziam nas costas dos empreiteiros” e “listar os vícios das empresas de construção que acabaram por falir”.

Sendo uma empresa de construção jovem, nascida em plena crise e com crescimentos anuais de 50% no volume de negócios, a Near tem-se dedicado especialmente à reabilitação (como no Hotel Tivoli Liberdade) e à construção de moradias, um pouco por todo o país, tendo planos para iniciar a internacionalização já este ano. “Espanha é um mercado enorme e tem uma economia fortíssima, temos muito que explorar aqui ao lado”, desvenda Albino Caminha. “Na minha perspetiva, se sobrevivemos à crise, temos tudo para sermos fortes quando a economia melhorar”, remata o empresário.

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