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Enging. Caça-avarias em centrais nucleares e petroquímicas

Marco Ferreira, presidente executivo e co-fundador da Enging, no IPN - Instituto Pedro Nunes, em Coimbra.
(Fernando Fontes / Global Imagens )
Marco Ferreira, presidente executivo e co-fundador da Enging, no IPN - Instituto Pedro Nunes, em Coimbra. (Fernando Fontes / Global Imagens )

Empresa de Oliveira de Hospital recebeu um milhão de euros da EDP Ventures. Está a entrar na Alemanha e na Índia.

É a partir de Oliveira do Hospital que a Enging consegue detetar avarias em motores e transformadores de infraestruturas industriais como centrais nucleares, petroquímicas e elétricas. A startup entrou no mercado em 2015, depois da validação do conceito pela EDP Distribuição. Quatro anos depois, acabou de concluir uma ronda de investimento de um milhão de euros, liderada pela EDP Ventures, que vai ajudar a expandir o negócio para a Alemanha e para a Índia.

“Prevemos e identificámos problemas nos equipamentos de forma rápida e em tempo real, para que as empresas possam reparar os danos de imediato, evitando perdas nas produções ou avarias totais do equipamento”, explica Marco Ferreira, presidente executivo e cofundador da Enging.

A deteção de problemas é possível através do uso de sensores, que recolhem dados e que depois são avaliados através de um software. O algoritmo é que decide se há ou não uma falha. Esta empresa está num mercado que já vale mais de 1,5 mil milhões de euros, segundo a consultora Navigant Research.

A Enging, além de Portugal, já está a funcionar em Espanha, Itália, Reino Unido e Brasil. Conta com projetos em petroquímicas e até ajuda na segurança de centrais nucleares instaladas em Espanha e Itália.

A entrada em mercados como Alemanha, Áustria, Suíça e Índia é a grande aposta para este ano. Isso será possível, em parte, graças à ronda de investimento de um milhão de euros concluída nesta semana e que contou com a participação da EDP Ventures e da Busy Angels, que já estava no capital da Enging.

Leia mais: EDP Ventures. Capital de risco pode investir dez milhões em 2019

Marco Ferreira destaca a importância do mercado indiano. “Temos uma solução que só existe em mais três empresas no mundo para centrais nucleares. O mercado indiano é fortíssimo a este nível. As maiores petroquímicas do mundo também estão lá. E o potencial de vendas também é muito superior ao de todo o continente europeu.”

Com esta aposta, a startup de Oliveira do Hospital espera que neste ano mais de metade das vendas (60%) venham do estrangeiro. “A longo prazo, esperamos que o mercado internacional represente 90% da faturação.”

O fazedor lembra que a ideia da Enging começou em 2011, durante uma tese de mestrado na Universidade de Coimbra. “A EDP Distribuição tinha (e ainda tem) problemas de monitorização de transformadores e perguntou-nos se poderíamos desenvolver algo nesse ramo para eles. Foi a partir da experiência de campo deles que moldámos a nossa primeira solução de monitorização de transformadores de potência.”

Desde então, o projeto que começou com os quatro fundadores já dá emprego a 17 pessoas e tem registado lucros todos os anos. Com esses resultados, a Enging vai reforçar a aposta na sua plataforma e nos algoritmos para proteger as infraestruturas.

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