Ensinar as máquinas a falar tenta ganhar KPMG Private Enterprise Global Tech Innovator 

A DefinedCrowd vai representar Portugal na competição global, cujo vencedor será conhecido, em novembro, durante a Web Summit.

Foi hoje conhecido o representante português da primeira edição do KPMG Private Enterprise Global Tech Innovator, uma iniciativa, a nível global, que pretende dar a conhecer os principais inovadores tecnológicos e os futuros tech titans. A "honra" recaiu sobre a DefinedCrowd, apresentada pelo seu general manager, Francisco Espanha.

Empresa, fundada em 2015 e com presença em Portugal, Tóquio e Seattle e que tem como foco o ajudar as máquinas a aprender a ler imagens e texto, assim como ajudá-las a falar. Ao longo dos seis anos de existência (comemorados daqui a dois meses, em dezembro) levantaram, em três séries diferentes, 63 milhões de dólares e registaram um crescimento da receita de 1500%. Valor que fez com que, no ano passado, e segundo palavras de Francisco Espanha, a empresa fosse considerada a 27º empresa privada com maior crescimento nos Estados Unidos da América.

A aposta da empresa incide na inteligência artificial, mas numa área muito específica. É como que ensinar uma criança a falar e comunicar. E este é um serviço cada vez mais apetecível, sabendo que a maioria da população tem um smartphone (nos EUA o valor ronda dos 85%) e que já uma grande percentagem das pesquisas feitas nesses dispositivos - 20% - já são feitas por voz. Um outro número interessante, dado pelo general manager da DefinedCrowd (mas também algo preocupante) é o facto de 52,8% das pessoas que já fazem pesquisas por voz fazem essa e outras operações (por voz) enquanto conduzem. O que nos leva a pensar "nas oportunidades de produtividade em viagem, por exemplo", referiu Francisco Espanha.

Este foi o projeto que, dos oito apresentados, o júri considerou que é o mais disruptivo, o que tem mais potencial de mercado e a uma maior potencialidade de adoção por parte do consumidor. Mas, também, aquele que pode criar mais buzz e que tem maior potencial a longo prazo. Agora é ver se o júri da competição a nível global concorda e se atribui o galardão à empresa portuguesa.

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