Esta startup portuguesa quer acelerar bancos a conceder créditos

Em vez de nos deslocarmos ao banco para entregar documentos, hAPI desenvolveu uma solução que permite enviar tudo pela internet e em segurança.

Quando procuramos um crédito à habitação, temos de passar pela agência bancária para entregar toda a papelada necessário para se poder assinar o contrato. Só que a startup portuguesa hAPI desenvolveu uma solução que pode acelerar e tornar este processo mais seguro: todos os documentos podem ser enviados pela internet e em segurança graças ao acesso aos dados da Segurança Social e da Autoridade Tributária.

A partir de uma página do banco, logo que o utilizador digita os seus acessos da Segurança Social e da Autoridade Tributária, o banco recebe a informação e a documentação necessária para decidir sobre o crédito. A informação é extraída e validada automaticamente pelo sistema de segurança do banco mas "não é registado qualquer código de acesso", garante Diogo Nesbitt, um dos fundadores da startup, ao Dinheiro Vivo. (veja o simulador da solução nesta página)

O banco ou a instituição de crédito fica, de imediato, na posse de toda a informação fidedigna para tomar uma decisão de crédito sem qualquer demora, sem necessitar que o cliente entregue novos comprovativos. Desta forma, fica garantido o cumprimento da mais recente diretiva dos serviços de pagamento (DSP2), que promove a segurança nos pagamentos e noutras operações financeiras.

"Com os dados da Segurança Social, é possível encontrar o histórico de pagamentos e qual é o tipo de contrato de trabalho. No portal da Autoridade Tributária, além de encontrar o histórico de rendimentos", detalha Diogo Nesbitt.

Na fase inicial, é também possível a entidade receber, através de um e-mail remetido automaticamente pela hAPI, toda a informação recolhida e selecionada pelo seu cliente, com os documentos originais.

Além da Segurança Social e da Autoridade Tributária, graças a uma api (interface de programação), a startup poderá aceder ajudar os bancos a acederem a informações da central de responsabilidades do Banco de Portugal, dos produtos subscritos junto do IGCP (como os certificados de aforro) ou até disponibilizar a carteira completa de investimentos de um clientes em todas as instituições financeiras.

Este sistema começou a ser desenvolvido em 2018 por Diogo Nesbitt e Frederico Mangas e recebeu um investimento de 40 euros na fase pres-seed por parte do business angels Olisipo Way. Até agora, o banco Big é um dos principais clientes desta solução.

Atualmente com uma equipa de quatro programadores, a hAPI quer aumentar o número de clientes e alargar o negócio ao mercado espanhol e ao mercado africana, onde a banca está "muito desenvolvida mas a informação dos clientes está muito dispersa".

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