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Experiências de festivais são geridas a partir do Porto e criam emprego

Fotografia: Filipe Amorim / Global Imagens
Fotografia: Filipe Amorim / Global Imagens

Festicket conta com cinco pessoas no escritório da Founders Founders, a partir do qual tomam conta dos serviços da plataforma na Península Ibérica.

Os festivais de música converteram-se em experiências. Além de ver os artistas ao vivo, os espectadores procuram cada vez mais outro tipo de ofertas relacionadas com estes eventos. Só que para encontrar, por exemplo, o meio de transporte certo para lá chegar, reservar o quarto de hotel ou o melhor lugar no parque de campismo obriga a visitar vários sites e a perder muito mais tempo do que no início imaginávamos.

Os britânicos da Festicket querem resolver esta situação ao reunir tudo isso num só local e Portugal tem uma palavra a dizer: há um escritório no Porto, onde está uma equipa de cinco pessoas.

A Festicket toma conta das operações ibéricas em conjunto com um grupo de 10 pessoas que estão na sede da empresa, em Londres – ao todo, a plataforma tem 129 colaboradores

A aposta dos britânicos na Península Ibérica tem sido reforçada depois de a startup fundada em 2013 ter fechado uma ronda de financiamento, de série D, de 10,5 milhões de dólares (9,3 milhões de euros).

“A Península Ibérica é um ecossistema extremamente fértil para o turismo de festivais, pelas suas belas cidades, uma natureza impressionante e um cada vez mais interessante panorama musical”, destaca Frederico Câmara, diretor comercial da Festicket para este mercado ao Dinheiro Vivo.

“A região teve um crescimento de mais de 70% de viajantes musicais estrangeiros este ano, o que demonstra a excelente reputação que os festivais portugueses e espanhóis já têm lá fora. O facto de serem destinos de férias consolidados na Europa e de receberem a localização de um grande número de eventos de música ao vivo tem trazido uma nova e cada vez mais diversa audiência a toda a península”, detalha este responsável.

Veja aqui: As 10 arenas que venderam mais bilhetes este ano. Portugal está na lista

A plataforma revela-se uma grande ajuda sobretudo para estrangeiros, o que contribuir para aumentar o número de espetadores de fora de Portugal nos festivais de música nacional. Nos Alive, Super Bock Super Rock, Sumol Summer Fest e MEO Sudoeste são quatro destes exemplos, conforme é possível verificar na página da Festicket.

No caso do NOS Alive, além de comprar o bilhete diário ou o passe, o espectador pode reservar uma dormida num hotel próximo do passeio marítimo de Algés, comprar o bilhete de autocarro e até adquirir um kit que é entregue em casa uma ou duas semanas antes do evento. Em alguns festivais, até é possível pagar o bilhete às prestações.

Financiamento e crescimento

Logo após a Web Summit, a Festicket anunciou a sua quarta grande ronda de investimento. A injeção de mais de 10 milhões de dólares permite “continuar a operar no mercado ibérico a partir do nosso escritório do Porto, aumentar a nossa verba de marketing e crescer a nossa equipa de negócio, de gestão de contas e de contratação de hotéis”, adianta Frederico Câmara.

Desta forma, a plataforma britânica passou de uma a cinco pessoas em Portugal no espaço de ano e meio. O escritório luso da Festicket, na associação Founders Founders, já teve de ser ampliado por causa disso. E os números poderão duplicar em 2019: “o nosso plano é crescer entre 50% e 100% no próximo ano”.

A nível mundial, a Festicket é parceira de 1200 festivais de música e conta com uma rede de mais de quatro mil fornecedores de viagens e alojamento. Desde 2013, já serviu mais de dois milhões de viajantes, de mais de 120 países, e conta com mais de 2,5 milhões de pessoas registadas.

Além do escritório no Porto, os britânicos têm pessoas a trabalhar a partir de Londres, Amesterdão, Berlim e São Francisco.

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