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Fachadas que captam energia procuram um milhão para arrancar negócio

Fachadas energéticas podem reduzir consumo energético em 90%. Fotografia: Senergy Force
Fachadas energéticas podem reduzir consumo energético em 90%. Fotografia: Senergy Force

Esta solução permite que a temperatura dos edifícios se situe entre os 20 e os 26 graus Celsius durante todo o ano.

Fachadas que captam energia solar e que permitem uma poupança de 90% no sistema de aquecimento de casa. Esta é o Senergy Force, produto desenvolvido pela empresa portuguesa T&T, com o apoio do departamento de mecânica da Universidade de Aveiro, e que está à procura de até um milhão de euros de financiamento na plataforma Kickstarter até 2 de março para abrir uma fábrica e desenvolver o produto.

“As fachadas energéticas reduzem a necessidade de recurso a energias não renováveis, através do aumento da área de captação solar e da eficiente gestão da temperatura interior dos edifícios. Além disso, asseguram a boa qualidade do ar interior dos edifícios, obtendo simultaneamente ganhos ao nível da climatização, uma vez que faz a renovação do ar no período do dia em que a temperatura exterior for mais favorável. Possibilita ainda o fluxo de ar quente para utilização de secador de mãos, seca-roupas e saunas”, assinala a T&T numa nota enviada às redações esta quinta-feira.

Esta solução permite ainda que a temperatura dos edifícios se situe entre os 20 e os 26 graus Celsius durante todo o ano. Com a poupança de 90% de consumo, estima-se a “redução de 700 mil toneladas de dióxido de carbono, o equivalente ao compromisso estabelecido no Tratado de Quioto”.

Além da campanha de crowdfunding (financiamento colaborativo), pode ajudar a T&T como investidor particular, dirigindo-se diretamente à empresa. Nesta opção, os juros poderão ir até 20% ao ano. “Os lucros obtidos serão repartidos por todos aqueles que se associem ao projeto, como investidores, apoiando esta mudança. A T&T fará um contrato com cada investidor em que dá como garantia o seu património avaliado em 2,5 milhões de euros”, assegura a empresa.

A empresa gerida por Augusto Teixeira, mentor desta tecnologia, prevê que, numa janela de cinco anos, esta solução esteja a ser comercializada em vários mercados e em quantidades na ordem de 45 mil unidades/ano, gerando resultados de cerca de três milhões de euros anuais.

A comercialização destas fachadas vai arrancar em 2018 e esta tecnologia será instalada numa moradia no Belas Clube de Campo, em Sintra, ainda este ano. As fachadas energéticas estão a ser testadas e validas na sede da T&T, em Campia, Vouzela. Se tudo correr bem, daqui a alguns anos “todas as casas terão fachadas energéticas em vez dos tradicionais telhados ou paredes”, ambiciona a empresa.

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