Faculta tempo já desperta interesse

Três anos de atividade e Frederico Baptista já tem propostas várias para a compra do sistema de saúde privado sem mensalidade

As Mentiras do Empreendedorismo, assim se chama o livro que Frederico Baptista lança, em setembro, a convite da Chiado Editora para dar a conhecer “o lado real da criação de uma empresa”. Um projeto que o cofundador da Faculta Tempo assume resultar da exposição obtida com a primeira edição do Prémio Inovação NOS, a par dos vários contactos para fazer consultoria a novos empreendedores. No entretanto, a Faculta Tempo vai de vento em popa e as propostas de compra da empresa começam a tornar-se interessantes.

Criada em 2013, a Faculta Tempo é uma espécie de plano de saúde gratuito. A plataforma permite o acesso a uma rede de prestadores de saúde privados, a preços convencionados, sem qualquer mensalidade ou obrigação associada. No ano passado, a empresa contava com mais de 400 clínicas associadas e oito mil profissionais em todo o país. Hoje tem o dobro das clínicas, o que se reflete, também, no aumento, em alguns milhares, no número de médicos disponíveis. E a sua oferta passou a incluir também cirurgias e exames complementares de diagnóstico, como as colonoscopias ou as ressonâncias magnéticas.

Também o número de clientes aumentou. “Temos quase 60 mil clientes diretos registados, mas que equivalem a, pelo menos, 150 mil pessoas. Porque, por norma, há uma pessoa registada na família e que faz a compra das consultas para o agregado”, explica Frederico Baptista.

O preço das consultas também baixou, em consequência de uma alteração na forma de pagamento dos serviços, que passaram a ser feitos diretamente ao prestador de saúde, o que permitiu renegociar os valores em causa. Assim, as consultas de especialidade passaram a custar 35 euros, as de medicina dentária 19 euros, as de psicologia e áreas correlacionadas, como a terapia da fala, com crescente procura, ficam a 22 euros. Uma ressonância magnética custa 160 euros e uma colonoscopia total, com anestesia, fica por 210 euros.

Com o país todo coberto, com exceção dos Açores onde a oferta “ainda não é significativa”, a Faculta Tempo triplicou a faturação, face aos 50 mil euros de faturação bruta mensal que tinha há um ano. E já contratou mais dois funcionários, a juntar aos 11 que já faziam parte dos seus quadros. Não admira que as propostas de compra abundem. “Nunca foi essa a minha ideia, mas atendendo ao evoluir das propostas, já começa a fazer sentido avaliar essa hipótese”, conclui.

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