Farol é a primeira aceleradora que quer combater a escravatura moderna

Organizações portuguesas e espanholas procuram startups e ideias para responder às crises relativas aos direitos humanos.

A Organização Internacional do Trabalho estima que existem, atualmente, cerca de 40,3 milhões de pessoas a viver sob alguma forma de escravatura. No século XXI, mais de metade destas pessoas estão em trabalho forçado, ou seja, contra a sua vontade, sob intimidação ou coação. Lançada esta segunda-feira, a Farol é a primeira aceleradora para procurar soluções tecnológicas que reduzam os casos de escravatura moderna.

Parceiros portugueses e espanhóis estão à procura de 15 projetos tecnológicos com o objetivo de apoiar cinco startups de países em desenvolvimento integrando-as num programa de aceleração de seis meses, que irá decorrer entre o início de outubro e o final de março de 2022.

O programa está aberto a startups em fase de pré-lançamento ou inicial, mas também a projetos de ONG e organizações que trabalham em blockchain, inteligência artificial, machine learning, processamento de linguagem natural, reconhecimento de imagem, big data e geolocalização.

O primeiro programa de aceleração será dividido em duas vertentes: a primeira será para apoiar startups tecnológicas motivadas pela concretização de um propósito e projetos de ONG especializadas em tecnologia que estejam em fase inicial de desenvolvimento de produto; a segunda vai apoiar startups com um produto final e com clientes que pretendam acrescentar a redução da escravatura moderna aos seus objetivos.

As startups que forem selecionadas terão direito a sessões de mentoria e de um extenso programa de conferências, do qual farão parte diversos especialistas e representantes de organizações e marcas. As candidaturas podem ser feitas através desta página até 31 de agosto. Os projetos serão apresentados em 5 de abril de 2022.

"A tecnologia está numa posição única no caminho a fazer em prol dos direitos humanos e na concretização de mudanças sociais. A Farol pretende identificar e apoiar projetos que terão um impacto genuíno na luta contra a escravatura moderna", destaca Raúl Celda, co-fundador da aceleradora, citado em comunicado de imprensa..

A consultora de inovação Beta-i e a consultora de entidades políticas Partnerships For Humanity são as organizações portuguesas que colaboram com esta iniciativa.

A Farol é um projeto participante do Pacto Global da ONU, e é lançado com o apoio legal da TrustLaw, serviço mundial sem fins lucrativos da Fundação Thomson Reuters. e da Parley For The Oceans, sediada em Nova Iorque. Entre os colaboradores do programa constam a organização de direitos humanos Walk Free, The Fair Cobalt Alliance, e Nareen Sheikh, sobrevivente de escravatura moderna e orador nas conferências TED.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de