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Feeders: Como este arquiteto conseguiu levantar os palcos do Alive

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O Optimus Alive surgiu este ano de aspeto renovado, apresentando
uma lógica de interligação entre todas as estruturas, desde o
pórtico de entrada ao palco principal, zona de convidados e imprensa
e palco Optimus Clubbing. A Feeders é responsável pela
transformação. Duarte Silva e Joaquim Silva são arquitetos e
fundaram a empresa, especializada em arquitetura, design e eventos,
em 2010.

Duarte Silva não é um novato nestas andanças. Esteve
vários anos ligado ao Rock in Rio, tendo sido responsável pela arte
gráfica e arquitetura dos palcos até 2010, ano em que saiu. “É
essa a escola que temos”, revela. A Feeders nasce da vontade de
avançar com um projeto próprio e, para isso, desafiou o amigo
Joaquim, com quem, por casualidade, partilha o apelido e que então
estava na Polónia em Erasmus. Duarte também não tinha terminado a
licenciatura em Arquitetura e por isso, conta, “o primeiro ano foi
muito difícil. Pagar as contas, pagar a fornecedores… Não
tínhamos contactos com ninguém e tivemos de ir mostrando o nosso
trabalho.” Investiram cinco mil euros no negócio. E as pessoas
gostaram.

Pelo meio, além dos projetos de reabilitação de
edifícios antigos no Príncipe Real, na Lapa, em Telheiras ou em
Xabregas, foram ganhando a produção, ao nível da arquitetura, de
eventos como a Semana Académica de Lisboa (2012 e 2013) ou o Twist
EDP TimeLapse. Em 2012, faturaram cerca de 300 mil euros, mas já
preparam voos maiores.

E como aparece o Optimus Alive? Em 2012, Duarte e Joaquim
mostraram a uma pessoa da Everything is New – a produtora musical
responsável pela organização do festival – uma maqueta
tridimensional do que poderia ser o futuro palco principal. De mão
em mão, a maqueta chegou à Optimus, que gostou, mas como não
conhecia a Feeders optou por lançar concurso para a renovação das
estruturas. “Das quatro propostas que apresentámos, a que mais
gostaram foi a nossa sugestão inicial”, conta Duarte Silva. Uma
estrutura metálica que “faz os desenhos que queremos”, explica,
revestida a lycra laranja, que permite jogos e efeitos de luzes. O
que a diferencia? O “conceito comum, de interação e interligação”
entre espaços, desde o pórtico de entrada até a zona de
convidados, distribuída por três pisos. “Temos amigos que
disseram que não era possível. Nós sabíamos que éramos capazes.
Valeu-nos a Optimus ter acreditado em nós.”

Conquistado o que é considerado por muitos o maior festival em
Portugal, Duarte Silva tem um sonho. Trabalhar com o Coachella e o
Tomorrowland, os top no mundo.

Retrato

Duarte Silva é arquiteto e sócio-fundador da Feeders. Começou a trabalhar no Rock in Rio em 2008. Investimento inicial da Feeders: cinco mil euros, com a ajuda de familiares. Faturou, em 2012, cerca de 300 mil euros. Espera este ano, com o Alive, dar um “grande salto” nas vendas. Além dos eventos, a empresa dedica-se ao design e à requalificação. São dois sócios e dois funcionários.

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