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Field. Ir jogar à bola com os amigos só com uns cliques

Field App
A equipa da startup Field. (Natacha Cardoso/ Global Imagens )

Startup criou app onde é possível reservar recintos para jogar futebol. Tem ainda solução que vai disponibilizar a amadores ferramentas profissionais.

Pedro Balas e os amigos há muito que jogam futebol nos tempos livres. Mas este passatempo não é só meia bola e força. Para marcar um campo precisavam de telefonar para um recinto e reservá-lo se estivesse disponível. Caso contrário, ou procuravam outro espaço ou adiavam a partida. Quando começaram a sua busca por uma solução mais tecnológica, perceberam que, em Portugal, existia uma lacuna de mercado. Colocaram mãos à obra e decidiram lançar a Field.

“Fomos apercebendo-nos que ao nível de ferramentas para o pré-jogo – combinar com os amigos, marcar o campo e jogar – ainda estávamos atrás de outros países. Por exemplo, em Inglaterra já existem plataformas que permitem fazer todos estes passos com o mínimo esforço possível”, conta ao Dinheiro Vivo Pedro Balas, um dos fundadores da Field. Com esta solução, os utilizadores ficam logo a conhecer a disponibilidade no momento que estão a tentar reservar o espaço.

“No fundo, o que acontece é que, como os nossos parceiros utilizam o nosso software, que é gratuito, ficamos com acesso aos calendários de cada campo. Sempre que existe uma reserva num campo, automaticamente no nosso backoffice esse horário fica indisponível para os jogadores.”

A Field tem parcerias tanto com entidades públicas como privadas. Para assegurar a qualidade dos espaços, antes de firmar um acordo, faz um vistoria ao campo, recolhe fotografias e, se tiver qualidade, avança com o acordo, ficando assim o espaço disponível na aplicação. “Quando definimos o modelo de negócio concluímos que, à imagem de outros serviços digitais, o que faria sentido era que o utilizador final assumisse os custos. Os nossos parceiros apresentam o preço por hora de reserva e nós, em cima desse valor, aplicamos uma taxa de utilização.”

Remates internacionais

No arranque da empresa, grande parte da oferta de campos estava em Lisboa, mas atualmente esta aplicação já conta com espaços em várias cidades nacionais – Aveiro, Porto, Braga, Famalicão e Santarém – e prepara-se para levantar voo para outros pontos da Europa.

“Estamos num processo de internacionalização para mercados do Leste europeu. Contamos chegar durante o primeiro e o segundo trimestres de 2020 a dois países. Um é a República Checa e o outro ainda não estamos em condições de divulgar”, adianta Pedro Balas.

A entrada no Leste justifica-se pelo facto de haver procura e não serem mercados saturados. “Se olharmos para os mercados à nossa volta – como o espanhol, francês, alemão e inglês -, apesar de serem muito apetecíveis pelo número de praticantes, concluímos que já têm soluções viáveis. Nem todas oferecem o mesmo tipo de serviço do que nós, mas, do ponto de vista da estratégia do negócio, ser-nos-ia muito menos cost effective tentar entrar nesses países. No Leste Europeu não há este tipo de ferramentas mas há um número considerável de praticantes e espaços, o que acaba por fazer mais sentido nesta primeira fase de expansão.” No final de 2020, ambicionam crescer ainda mais e estarem em cinco países.

Novas ferramentas

A Field já tem concorrência em Portugal, embora com algumas características que a distinguem, nomeadamente permitindo que os utilizadores façam todo o processo – desde combinar a pagar – na mesma plataforma. “É possível marcar um jogo com dez amigos e dividir a conta logo entre todos.”

Além disso, estão a desenvolver uma tecnologia que vai permitir “trazer para dentro do desporto amador ferramentas do desporto profissional. Quando vemos os nossos ídolos a jogar na televisão, ao intervalo podemos saber quais as posições no campo. Vamos conseguir trazer para dentro da Field essa tecnologia.”

Algo que será possível através da utilização de uma espécie de antenas, localizadas à volta dos campos, “que vão captar o sinal que é emitido através de um dispositivo que os jogadores vão usar ao peito, muito ao estilo do que é feito no futebol profissional”. A Field vai replicar este efeito do mundo do futebol profissional apesar de usarem “uma tecnologia diferente, que tem resultados semelhantes, mas é bastante menos cara”.

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