Final da Apps for Good será na Fundação Calouste Gulbenkian

Fundação Calouste Gulbenkian recebe a final da competição pela melhor aplicação criada por jovens para resolver problemas sociais, o Apps for Good.

Final da maior competição de aplicações para mudar o mundo criadas por jovens, a Apps for Good, vai decorrer na Fundação Calouste Gulbenkian, no próximo dia 20 de setembro. As 21 equipas de alunos finalistas vão demonstrar o trabalho desenvolvido ao longo do ano letivo, apresentando as suas ideias (Apps) que solucionam problemas reais.

As 21 equipas finalistas foram selecionadas pelo júri durante os três encontros regionais que se realizaram em junho e em julho nos Açores, em Matosinhos e em Lisboa, e que contaram com a presença de cerca de 140 equipas. No total serão atribuídos 8 prémios, uma vez que além do pódio (1º, 2º e 3º prémios) será ainda entregue o Prémio Tecnológico, o Prémio do Público e o Prémio Jovens Empreendedoras no Digital – Siemens - às três jovens alunas que mais se destacarem das equipas.

Entre as aplicações que vão estar a discutir a grande final está a “Host Family”, que permite que cada pessoa tenha no seu smartphone todo o processo dos utentes das casas de acolhimento para que possa ajudar de forma fácil e rápida, a “All About You”, em que os adolescentes poderão receber respostas a todas as dúvidas que tenham sobre a sexualidade, a “Recycle4Good”, que informa sobre a reciclagem e guia as pessoas no trajeto para os ecopontos, a “SOS Signal”, a app que pretende ser a primeira linha de apoio em caso de emergência.

CDI

O CDI (Centros de Inclusão Digital) nasceu no Brasil há 21 anos, foi fundada por Rodrigo Baggio, e é uma das mais reconhecidas Organizações Não-Governamentais a nível mundial, estando em mais de 15 países. Lançou há 5 anos um projeto educativo no Reino Unido a que chamou Apps for Good e que está em cerca de 1000 escolas públicas. Em Portugal, a Direcção-Geral da Educação convidou o CDI a fazer um piloto em 2014/15 com 20 escolas e até ao presente ano letivo (2016/17) já atingiram cerca de 180 escolas, envolvendo cerca de 3266 alunos e 400 professores. Este programa já está incluído no roadmap da DGE para o ensino tecnológico.

O Apps for Good, é um projeto de dimensão internacional com a maior concentração no país de origem (Reino Unido), mas com pilotos a desenvolverem-se em diversos países. Portugal é o segundo maior país em número de escolas, alunos e professores, logo seguido do Estado do Arkansas nos Estados Unidos. Trata-se de um programa que pretende seduzir jovens (entre os 10 e 18 anos) e professores para a utilização da tecnologia como forma de resolver os seus problemas, propondo um novo modelo educativo mais intuitivo, colaborativo e prático. O objetivo do programa é o desenvolvimento de Apps para smartphones e tablets que possam contribuir para a resolução de problemas relacionados com a sustentabilidade do mundo em que vivemos.

Para o diretor executivo do CDI, João Baracho, “o Apps for Good desenvolve a capacidade criativa e empreendedora dos jovens, sendo a tecnologia um meio e não apenas um fim, na resolução de problemas e de causas sociais que permitam criar uma sociedade mais cívica e mais sustentável”. E, acrescenta “o programa permite que os jovens se sintam capazes de mudar o mundo, uma vez que o objetivo final é o desenvolvimento de apps que abordem um tema de desenvolvimento sustentável do mundo em que vivemos”.

O Apps for Good conta com vários parceiros, como a Microsoft, Fundação Calouste Gulbenkian, Synopsys, Fundação PT, Siemens, SAP, DNS.pt, REN, SIVA, DECSIS, SRS Advogados e PWC entre outros, mas também parceiros institucionais, como a Direção-Geral de Educação, a Associação Nacional de Professores de Informática, a APDC, a Educom, o Instituto de Educação da Universidade de Lisboa e a Associação Portuguesa de Professores de Inglês. Este programa é ainda financiado pela Iniciativa Portugal Inovação Social.

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